Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

25.11.09

“Ai da alma em que não habita Cristo!”

 

“Ai da alma em que não habita Cristo!”

 

Há homilias que ficam para a história.

Esta feita pelo Bispo São Macário, no século XI, é uma delas!

Certamente poucos a conhecem e por esta razão a disponibilizo.

Sua homilia nos faz pensar sobre a habitação de Cristo em nós (cf. L. Horas V.IV p.521).

Destaco algumas palavras para quem não tiver tempo para ler na íntegra:

“Deus outrora, irritado contra os judeus entregou Jerusalém como espetáculo aos gentios; e foram dominados por aqueles que os odiavam; não havia mais festas nem oblações.

De igual modo, irado contra a alma por ser transgredido o mandamento entregou-a aos inimigos que a seduziram e a deformaram.

Se uma casa não for habitada pelo dono, ficará sepultada na escuridão, desonrada, desprezada, repleta de toda espécie de imundícia.

Também a alma, sem a presença de Deus, que nela jubilava com Seus anjos, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa infâmia.

Ai da estrada por onde ninguém passa nem se ouve voz de homem! Será morada de animais.

Ai da alma, se nela não passeia Deus, afugentando com Sua voz as

feras espirituais da maldade.
Ai da casa não habitada por seu dono!

Ai da terra sem o lavrador que a cultiva!

Ai do navio, se lhe falta o piloto; sacudido pelas ondas e tempestades do mar, soçobrará!

Ai da alma que não tiver em si o verdadeiro piloto, o Cristo!

Porque lançada na escuridão de mar impiedoso e sacudida pelas ondas das paixões, jogada pelos maus espíritos como em tempestade de inverno, encontrará afinal a morte.

Ai da alma se lhe falta Cristo, cultivando-a com diligencia, para que possa germinar os bons frutos do Espírito!

Deserta, coberta de espinhos e de abrolhos terminará por se encontrar, em vez de frutos, a queimada.

Ai da alma, se seu Senhor, o Cristo nela não habitar!

Abandonada, encher-se-á com o mau cheiro das paixões, virará moradia dos vícios.

O agricultor, indo lavrar a terra, deve pegar os instrumentos e vestir a roupa apropriada para o trabalho; assim também Cristo, o rei celeste e verdadeiro agricultor, ao vir à humanidade, deserta pelo vício, assumiu um corpo e carregou como instrumento, a cruz.

Lavrou a alma desamparada, arrancou-lhe os espinhos e abrolhos dos maus espíritos, extirpou a cizânia do pecado e lançou ao fogo toda erva e suas culpas.

Tendo-a assim lavrado com o lenho da cruz, nela plantou maravilhoso jardim do Espírito, que produz toda espécie de frutos deliciosos e agradáveis a Deus e ao Senhor”.

 

Os “ais” acima nos interpelam:

Ai de mim se não preparar bem o Natal do Senhor!

Ai de mim se deixar o coração tomado pelos abrolhos! Ervas indesejáveis, que nos sufocam a alegria que Ele quer nos trazer no Natal…

Ai de mim se não me predispuser, permitindo no coração o arado divino, lavrando-o para que as sementes divinas possam nele serem lançadas, e os frutos por Deus esperados, abundantemente produzidos…

Ai de mim se não me deixar conduzir por Cristo, pela Sua Divina Palavra!

Ai de mim se não tiver Dele, mesmos pensamentos e sentimentos!

Minha vida reduzir-se-ia a tristezas, prantos, dores, choros, lamentos…

Mas, não!

Feliz a alma em que Cristo habita!

Peço-Te, Senhor:

Vem! Fazei em mim Tua morada.

Que seja eu, embora indigno, hospedeiro do mais belo Hóspede!

Peço-Te, Senhor:

Vem!

Fazei em nós Tua amável presença.

Que sejamos nós, embora pecadores, receptáculos de Tua graça!

Amém!

 

 

PS: Reeditado e repostado… Oportuníssimo para o Tempo do Advento que se aproxima!

criado por peotacilio    16:27 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

23.11.09

“Cristificar”: Eis a nossa missão!

 

 

“Cristificar”:

Eis a nossa missão!

                                            

Refletindo sobre o que é ser cristão, a primeira  resposta que me veio à mente foi o verbo cristificar!

Mas, este verbo não existe, dirão, devaneios da mente, loucura, algo sem absoluto sentido…

Não procure no dicionário…

O importante é que leva-nos a pensar, por isto as aspas são para não se perder no secundário. Permita-me dispensar as aspas…

Procuremos na realidade que nos cerca.

Cristificar!

Quantas possíveis definições podemos encontrar!

Cristificar é em primeiro momento tornar-se Cristo, a tal ponto que possamos dizer como o Apóstolo Paulo:

Já não sou quem vivo, é Cristo quem vive em mim.

Tornando-se Cristo, e Ele vivendo em nós, ser sinal de Sua presença no mundo.

Torná-lo visível, crível, tocável, presente, solidário torna-se missão permanente.

É deixar-se conduzir pela Sua Palavra, pelo Seu ensinamento, acolher e viver a Boa Nova do Evangelho.

É tornar-se semelhante a Ele, configurar-se a Ele, tendo em nós Seus mesmos pensamentos e sentimentos.

É completar em nossa carne o que falta a Sua Paixão por amor a Sua Igreja.

Cristificamos quando prolongamos no dia a dia a Eucaristia que celebramos e o Cristo que comungamos.

Quando o Mistério, no altar Celebrado, crido, adorado, sem medo, por absoluto amor, nas mais diversas situações testemunhado.

Quando o Pão no altar for, por todos, partilhado, renova-se o compromisso com a paz e justiça, aurora de um mundo transformado.

Quando assumimos nossa condição de fermento na massa levedando o mundo, para que acorde numa nova aurora de esperança.

Quando assumimos a missão de ser sal para dar sabor à vida, gosto de Deus à humanidade, construindo laços de amizade/fraternidade.

Quando não deixamos apagar a Luz de Deus que em nós habita, numa fé que não esmorece diante das provações da vida.

Cristificar é:

Solidificar a família, tendo Jesus como rocha, pedra fundamental sobre a qual se edifica a igreja doméstica, onde o amor, lei maior, jamais pode faltar.

É cultivar o jardim de Deus, não com saudades do paraíso, mas como um alegre, incansável e inadiável compromisso

É não erigir a torre de Babel para chegar aos céus, mas na cruz quotidiana carregada fortalecer laços de partilha e comunhão, no amor a Deus e a toda Sua criação.

 

Cristificar não nos permite o furtar-se de compromissos em todos os âmbitos de nossa vida.

Não nos permite da luta fugir:

Lutar sempre na ousadia e teimosia de quem sabe pela defesa da sagrada vida resistir.

Não nos permite indiferenças, acomodações, discriminações, alienações. Não nos permite braços cruzar, na espera de um amanhã melhor, como se Deus de nós não quisesse precisar.

Não nos é permitido das responsabilidades múltiplas, esquivar, renunciar.

Cristificar é Ser outro Cristo para tantos outros Cristos que nos rodeiam:

Famintos, analfabetos, idosos, desamados, desesperançados, abandonados, encarcerados, mutilados nos porões da humanidade condenados…

Tornar-se outro Cristo!

Fácil? Absolutamente não!

Mas, quem disse que no cristianismo se pretende facilidades?

Como acreditar num cristianismo sem Cristo, sem o mistério da Cruz, pela qual o Amor veio e entrou no mundo?

Cristificar é, enfim, renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz de cada dia, e segui-Lo.

Vida consumir, numa alegre e esperançosa entrega da glória eterna. A cruz é inevitavelmente, em sua exata medida, instrumento de libertação, quer para o tempo presente, quer para a glória dos céus. 

Em todo tempo, inclusive na pós-modernidade em que estamos inseridos, é preciso aprender a conjugar o verbo cristificar, sem medo, sem aspas.

Cristificar:

Mais que um verbo a conjugar, pelo Verbo viver…

 

PS: Reeditado e repostado para a Festa de Cristo, Rei do Universo.

 

criado por peotacilio    12:17 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

Cristo, Rei do Universo!

Cristo, Rei do Universo!

Coroando o ano Litúrgico celebramos a Festa de Cristo, Rei do Universo.

Para muitos ser rei é ser alguém que governa dominando, tiranizando, pela força se impondo, com proveitos incontáveis como luxo, fama, prazer, bens, terras, riquezas materiais, domínios…

Somos convidados a participar do Reinado de Jesus, reinar com Ele que é um Rei diferente:

Um reinado que não se impõe pela força, nem pela tirania, nem pelo despotismo, tampouco pelo acúmulo de riquezas, posses, terras…

O Reinado de Jesus não se impõe pela  opressão e  destruição de outro povo, pela insana sede de poder, nem pelo sangue de vítimas inocentes…

Um Reino que cresce a cada dia porque edificado no amor, e por amor, através daquele que veio, vem e virá:

“Pois é preciso que Ele reine até que todos os Seus inimigos estejam debaixo de Seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. E, quando todas as coisas estiverem submetidas a Ele, então o próprio Filho Se submeterá Àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos” (1 Cor 15 25-26).

Somos, pelo batismo, partícipes deste reinado, tornamo-nos reis, sacerdotes, profetas e pastores.

Somos discípulos missionários do Rei Pastor, Rei Soberano/Absoluto, Rei Juiz de todos os povos, pois é Ele quem nos julgará se somos dignos da participação do banquete eterno, alegria sem fim, ou se seremos os malditos condenados ao fogo do inferno, queimados pelo mesmo amor que em vida repelimos, ignoramos, nos fechamos.

Céu ou inferno?

Eterna alegria ou eterno desespero?

Dependerão de nossas escolhas, de nossos gestos solidários em favor dos mais pequeninos.

Serão o prolongamento da escolha que fizermos em vida…

Seremos julgados não pela quantidade de orações, cultos, Missas, procissões…

A entrada no céu não se dá pela quantidade de nossa prática religiosa, mas… é evidente que, quanto mais rezamos, quanto mais celebramos, quanto mais a Bíblia conhecemos, maior deve ser nosso compromisso com a Vida, com nossos irmãos e irmãs.

A prática religiosa torna-se, portanto indispensável para nos fortalecer, enriquecer, possibilitando e assegurando a abertura das portas dos céus, o mergulho na eternidade/plenitude do amor de Deus.

Deus com certeza nos cobrará a ressonância de nossas orações, rezas, Missas, Celebrações.

É impensável o divórcio entre a fé e a vida.

A vida que celebramos e a celebração que vivemos andam de mãos dadas, mais ainda, se encontram em frutuoso abraço, multiplicando sinais de partilha, amor, comunhão…

Reinar com Jesus é empenhar-se com todo ardor pela construção de uma realidade marcada por princípios indispensáveis.

Reinar com Jesus é traduzir a Oração do Senhor em realidade em nossa vida:

“Venha a nós, Senhor, o Vosso Reino…”

Como rezamos no Prefácio da Missa de Cristo Rei do Universo:

“Reino eterno e universal: Reino de verdade e vida, Reino de santidade e graça, Reino da Justiça, do amor e da paz”.

Reinar com Jesus é fazer o máximo

que pudermos, por amor e com amor, para que

“Deus seja tudo em todos”.

 

PS: Reeditado e Repostado para a Festa de Cristo, Rei do Universo.

 

criado por peotacilio    12:06 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

12.11.09

Gratidão e Sabedoria

 

 

Gratidão e sabedoria

Retomo uma homilia que fiz a dois anos, na Capela Nossa Senhora do Sion, onde sempre ao entrar, nos sentimos abraçados por Deus e acolhidos pelo carinho de Maria, pela singeleza e beleza da capela.

A Palavra proclamada:

Livro da Sabedoria (6,1-11) e Lucas  (17,11-19) sobre a cura dos dez leprosos, inspirou-me  o título e a homilia:

Deus Se revela como misericórdia e compaixão para com os pequenos e pobres, excluídos de toda ordem, de toda forma, de todo o tempo…

Ao mesmo tempo Deus Se revela severo com os poderosos que não podem e nem devem abusar de sua autoridade que possui origem divina.

Sabedoria no exercício da autoridade é a súplica que devemos fazer.

Autoridade evangelicamente falando se manifesta na atitude de serviço.

Sem aspirar e se regozijar com a fama, sem embriagar-se com prestígio e glória.

Atributos que revelam uma autêntica autoridade:

ü      Humildade que sempre procura a verdade;

ü      Paciência em saber ouvir e dialogar;

ü      Fortaleza nas decisões desagradáveis;

ü      Acima de tudo a caridade para amar e servir a Cristo em cada irmão (ã).

À sabedoria unimos a gratidão:

Os cristãos devem uma gratidão especial àqueles de quem receberam o dom da fé, a graça do Batismo e a vida na Igreja.

Pode tratar-se dos pais, de outros membros da família, dos avós, dos pastores, dos catequistas, de outros professores ou amigos: “evoco a lembrança da fé sem hipocrisia que há em ti, a mesma que habitou primeiramente em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice e que, estou convencido, reside também em ti” (2 Tm 1,5)“

(cf. Catecismo n. 2220).

Como disse William Shakespeare:

“A gratidão é o único tesouro dos humildes.

Uma súplica a Deus elevemos para viver em atitude de gratidão e sabedoria:

Ó Deus, dai-nos resistência na tentação,

 paciência na tribulação

e gratidão na prosperidade.

Que Vossa sabedoria nos acompanhe,

todos os dias, em tudo o que fizermos.

Amém!

PS: Reeditado e repostado.

criado por peotacilio    15:55 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

6.11.09

O Princípio e a Meta – O AMOR E A FELICIDADE!

                                    

REFLEXÕES SOBRE O MANDAMENTO MAIOR: O AMOR

“O Princípio e a Meta”

        “O Amor e a Felicidade

Felicidade:

Princípio e Meta de todo casamento…

Como alcançá-la?

Quem e como a buscam?

Quais são as exigências para que ela, a felicidade,

não seja condenada à condição de inatingibilidade?

Eis o propósito desta reflexão:

Refletir sobre o imensurável mistério do matrimônio, como nos disse o Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios (5, 21-33).

ü     Quantos ignoram a Igreja, a Celebração, a Bênção, o Mistério Sagrado do Matrimônio?

ü     Quantos são levados pela indiferença do caráter sagrado e religioso do casamento?

ü     E quantos o buscam por aparência e conveniência social, sem os sinceros propósitos que são necessários para que seja celebrado?

Felizmente, há casais com sede de algo sagrado, que não se busca no imediatismo e durabilidade temporária das coisas; ou na superficialidade dos fatos; na precariedade dos relacionamentos e tão pouco na instabilidade dos sentimentos.

Há algumas exigências para que o matrimônio seja sacramento, sinal do Amor de Deus pela Humanidade, de Cristo pela Igreja.

Quais são?…

Vejamos algumas que indispensáveis são:

A primeira delas é o AMOR.

Digo AMOR com todas as letras em maiúsculo, pois, muitos casamentos são amores minúsculos, que não suportam os ventos, as tempestades, porque muitas vezes edificados sobre a areia (Mt 7, 21-27).

O Amor é o princípio e a fonte do Amor é Deus.

Num casamento o princípio indispensável e fundamental de tudo é o Amor.

Vive-se sem algumas coisas por algum tempo, mas não se vive sem o Amor por um segundo apenas!

A liberdade:

Ninguém pode casar por imposição, nem sob nenhuma condição exterior. Há de ser a expressão máxima da liberdade assumida diante de Deus.

Compromisso mútuo assumido na mesma medida e intensidade.

A fidelidade:

Acompanha o princípio do amor, que traz em si a semente da indissolubilidade“O que Deus uniu o homem não separe”, e há de ser vivida na liberdade de dois corações que se uniram, não por imposição, tão pouco sob condição.

Casamento exige a liberdade e maturidade de ambos.

A indissolubilidade:

Realidade de comunhão indissolúvel, pois, expressa a mais bela e perfeita união de Deus com a humanidade e de Cristo com Sua Igreja.

Deixam de ser dois para ser um.

A fecundidade:

Filhos não serão obras do acaso, mas frutos do amor que por Deus foi abençoado e vocacionado a frutificar em novas vidas.

Deve estar presente como graça de perpetuar a humanidade.

Some-se a isto o respeito, a responsabilidade, o zelo, a cumplicidade (como sinônimo de proteção e edificação mútua).

Evidentemente, há outros elementos que se tornam indispensáveis para que o Casamento não perca seu brilho, para que sua chama não se apague.

A Felicidade deve ser a Meta de todo casamento.

Desde o principio Deus quis que o casamento fosse realização de sonhos; não a perpetuação de pesadelos.

Um casamento abençoado pelo Deus de Abraão, Isaac, Jacó terá como princípio fundamental o AMOR e como meta a FELICIDADE.

Mais do que uma meta: compromisso a ser vivido, assumido no cotidiano. A felicidade buscada em perfeita sintonia e comunhão é compromisso irrevogável, inadiável, intransferível…

Mas, AMOR e FELICIDADE não se alcançam sem o mistério da cruz; assumida em renúncias e esforços cotidianos.

O casamento traz em si o germe da felicidade, ainda que passe pela cruz, pelo Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição.

 “Quem quiser Me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz de cada dia e Me siga” (Lucas 9,23).

Por isto diante do altar os noivos trocando palavras dizem – “Eu… Recebo você… por meu (minha)  esposo (a) e lhe prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza; na saúde e na doença; todos os dias das nossas vidas!”.

Concluindo:          

A tantos quantos possa…

ü     Que esta reflexão seja uma proposta de revisão, amadurecimento, reorientação dos passos, revigoramento, reencantamento…

ü     Que, quanto ao horizonte do casamento, traga um ângulo diferenciado, redimensionado na busca da autêntica felicidade.

ü     Que não intensifique angústias, mas regue o chão da fé do coração humano; regue as sementes da esperança que farão florir o jardim do amor que todo lar deve ser.

ü     Que contribua, para que a vida do casal seja sempre tempo de graça abundantemente derramada para revigorar os relacionamentos na santificação do casamento.

Que possa ajudar quem pretende chegar um dia diante do altar;

Para um Sacramento celebrar,

Testemunhando com a palavra e a vida que o matrimônio é

Sagrado, por Deus abençoado.

Que jamais pode ser banalizado,

Diminuído, desacreditado, desvalorizado…

Cada lar, cada família deveria ser, e há de ser,

um ensaio, e porque não, um pedaço de céu, onde a

Felicidade frutificará como expressão de relacionamentos

verdadeiros e fraternos;

ternos e eternos.

 

criado por peotacilio    16:31 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

“Amo porque amo, amo para amar…”

REFLEXÕES SOBRE O MANDAMENTO MAIOR: O AMOR

“Amo porque amo, amo para amar…”

 

O Abade e Doutor, São Bernardo de Claraval, (século XII), nos presenteou com um Sermão, à luz do “Cântico dos Cânticos”, que merece ser acolhido; aqui apresentado.

Sem nenhuma perda de tempo, vamos ouvi-lo:

“O amor basta-se a si mesmo, em si e por sua causa encontra satisfação.

É seu mérito, seu próprio prêmio.

Além de si mesmo, o amor não exige motivo nem fruto.

Seu fruto é o próprio ato de amar.

Amo porque amo, amo para amar!

Grande coisa é o amor,

contanto que vá a seu Princípio,

volte à sua Origem,

mergulhe em sua Fonte,

sempre beba donde corre sem cessar.
De todos os movimentos da alma, sentidos e afeições, o amor é o único com que pode a criatura, embora não condignamente, responder ao Criador e, posua vez, dar-lhe outro tanto.

Pois quando Deus ama não quer outra coisa senão ser amado, já que ama para ser amado; porque sabe que serão felizes pelo amor aqueles que o amarem.

O amor do Esposo, ou melhor, o Esposo-amor somente procura a resposta do amor e a fidelidade.

Seja permitido à amada responder ao Amor!

Por que a esposa - e esposa do Amor – não deveria amar?

Por que não seria amado o Amor?

É justo que, renunciando a todos os outros sentimentos, única e totalmente se entregue ao amor, aquela que há de corresponder a ele, pagando amor com amor.

Pois mesmo que se esgote toda no amor, que é isto diante da perene corrente do amor do outro?

Certamente não corre com igual abundância o caudal do amante e do Amor, da alma e do Verbo, da esposa e do Esposo, do Criador e da criatura; há entre eles mesma diferença que entre o sedento e a fonte.

E então?

Desaparecerá por isto e se esvaziará de todo a promessa da desposada, o desejo que suspira, o ardor da que a ama, a confiança da que ousa, já que não pode de igual para igual correr com o gigante, rivalizar a doçura com o mel, a brandura com o cordeiro, a alvura com o lírio, a claridade com o sol, a caridade com aquele que é a caridade?

Não.

Mesmo amando menos, por ser menor, se a criatura amar com tudo o que é, haverá de dar tudo.

Por esta razão, amar assim é unir-se em matrimônio, porque não pode amar deste modo e ser menos amada, de sorte que no consenso dos dois haja íntegro e perfeito casamento.

A não ser que alguém duvide ser amado primeiro e muito mais pelo Verbo”.

 

Este texto, possuidor de incontestável beleza e profundidade, leva-nos a refletir sobre a motivação do próprio viver; das pequenas e grandes coisas que fazemos.

 

ü     Nosso agir tem como causa primeira o amor?

ü     Quais são as verdadeiras motivações de tudo que fazemos?

 

Quantas coisas fazemos por motivações, às vezes ocultas, às vezes até mesmo indizíveis…

 

São Bernardo nos provoca a redimensionar nossa prática pastoral, nossa vida familiar, compromissos sociais…

E, após cada gesto de doação, serviço movido pelo amor possamos dizer:

“Amo porque amo, amo para amar”

 

 

criado por peotacilio    15:40 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

A Paradoxalidade do amor de Deus…

Reflexões sobre o mandamento maior: o amor

A paradoxalidade do amor de Deus:

Amar na contramão da história…

 

Reflitamos sobre a compaixão, amor misericordioso de Deus, que nos chama e envia para sermos sinal desta compaixão, no trabalho da Messe, no cuidado do rebanho (Mateus 9,36-10,8).            

O cristão é, fundamentalmente, alguém que descobriu que Deus o ama. Por isso, enfrenta a cada dia o bom combate da fé com serenidade e alegria. Possui uma esperança que brota da certeza fundamental:

O Amor de Deus.

O amor de Deus deve ser para nós o grande tesouro de que nos fala o Evangelho de Mateus 6,19-23:

“… ajuntai tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem,

nem os ladrões assaltam e roubam…

Pois onde estiver teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

Condiciona e fundamenta toda sua vida nesta certeza.

A alegria de quem encontrou e experimentou o amor de

Deus o faz discípulo missionário, Sal e Luz:

                               Numa palavra – Eucarístico.              

Com a Palavra, Jesus Cristo revelou o Deus Bíblico:

Deus de amor, pois O Espírito do Senhor repousava sobre

Ele na mais perfeita relação de comunhão e Amor.

Refletir sobre o amor de Deus é embarcar na aventura da Aliança de Amor.

Não um amor qualquer, mas no exato sentido da

Palavra Amor, pois Deus é Amor.

Deus ama o Povo e o tem como Seu tesouro,

Sua propriedade e o constitui povo de sacerdotes e nação santa (Êxodo 19,2-6a).

Ama apesar de toda infidelidade, traição, idolatria, abandono, morticínios, sacrifícios inúteis, abominações, reclamações sem fundamento, provação, provocação, lamentações infundadas, ingratidão, atrocidades cometidas, amor não correspondido…

De que Amor se fala?

O Amor de Deus é o amor que ama

na contramão da história, daí sua paradoxalidade…

Ama um povo pequeno, aos olhos humanos, absolutamente desprezível, débil, frágil e insignificante.

Encarna-Se para redimi-lo e não somente este povo,

mas toda a humanidade em Cristo Jesus, e perpetua

Seu Amor na presença do

Espírito Santo, não nos deixando órfãos!

E, por que não corresponder na exata medida deste Amor?

Por que não fazer do Amor de Deus e de

Sua presença em nós o bem maior que se possa querer e ter, afinal Ele habita em cada um de nós como templo Seu:

O mais belo hóspede!

Vejamos os tantos modos de falar sobre o amor de Deus a partir de apenas uma simples vogal:

Idealizador,

Idílico, Ilimitado, Ilimitado,

Ilógico, Iluminador, Ilustre, Imaculado,

 Imortal, Impecável, Imperante, Imperdível,

Imperturbável, Implacável, Impressionante, Imutável, Imprescindível, Inalienável, Inalterável, Incandescente, Incansável, Incendiário, Incessante, Incomensurável, Incomparável, Incondicional, Inconfundível, Incontestável, Incorruptível, Indelével, Indiscutível, Indispensável, Indissociável, Incrível Indubitável, Indulgente, Inédito, Inerente, Inesgotável, Inesquecível, Inestimável, Inexplicável, Infalível, Infiltrante, Infinito, Inflamável, Inigualável, Iniludível, Inimitável,

Inovador, Inqualificável, Inquebrável, Insaciável,

Insigne, Inspirador, Insubstituível, Inteligente,

Interminável, Íntimo, Inusitado, Inviolável,

Irradiante, Irrecusável, Irrenunciável,

 Irresistível, Irrestrito, Irretocável,

Irreversível, Irrevogável,  

Irrigador…

A missionariedade consistirá em corresponder ao Amor de Deus.

No verdadeiro encontro e apaixonamento por Cristo e Seu Evangelho estaremos, como João Batista, vivendo nossa vocação profética, ontem, hoje e sempre.

Contemplemos na Cruz o

Mistério do encontro/presença de um

Deus que é Amante (Pai),

Amor (Espírito Santo),

Amado (Filho), como nos falou

Santo Agostinho.

 

PS. Reeditado e repostado.

criado por peotacilio    15:00 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

3.11.09

A morte e o Cálice do Senhor…

REFLEXÕES SOBRE A MORTE E A VIDA ETERNA

                                            

 

 

A morte e o Cálice do Senhor…

 


Sinto ressoar o Dia de Finados…

Ressoa a Liturgia da Palavra na Missa Proclamada, a homilia que fiz.

Não faço homilia para os outros apenas, também a faço para mim.

A morte inexoravelmente nos acompanha.

Há algumas palavras do Missal dominical que são imperdíveis:

– “… no fundo dessa nossa dinâmica de vida e esperança se oculta, sempre à espreita, o pensamento da morte; um pensamento ao qual não nos habituamos e que queríamos expulsar. No entanto, a morte é a companheira de toda nossa existência, despedidas e doenças,

dores e desilusões são dela sinais a nos advertir.

A morte permanece para o homem um mistério profundo.

Mistério cercado de respeito também pelos que não crêem…

Para o cristão, a morte não é o resultado de uma luta trágica

que se deva afrontar com frieza e cinismo.

A morte do cristão segue as pegadas da morte de Cristo:    

Um cálice amargo, porque fruto do pecado, a beber até o fim,

porque é a vontade do Pai,

que nos espera de braços abertos do outro lado do limiar;

morte que é uma vitória com aparência de derrota:

Morte que é essencialmente não morte:

Vida, glória e ressurreição.

A despedida dos fiéis é acompanhada da celebração

Eucaristia, memória da morte

de Jesus na cruz e penhor da sua ressurreição…

Cristo espera eternamente com os braços abertos;

o homem que optou contra

Cristo, será queimado eternamente por aquele amor que repeliu.

O homem que se decide por Cristo

encontrará no mesmo amor a plena e infinita alegria…”

(cf p. 1373-4).

Morte! Morte!! Morte!!!

Ressurreição! Ressurreição!! Ressurreição!!!

Última palavra para os que crêem!

Palavra que nos alegra o coração, ainda que de vez em quando se encontre estilhaçado, mas ancorado no porto seguro da Ressurreição.

Não existimos ao sabor dos ventos fúnebres, mas pelo vento suave,

brisa que nos traz a terna mensagem da eternidade:

A vida venceu a morte!

Viver e celebrar a vida no cálice da morte e Ressurreição do Senhor, para que do mesmo cálice alcancemos o inebriamento da alegria da eternidade.

Êxtase que nos renova e encoraja no inadiável e instransferível bom combate da fé, até que tenhamos de nos apresentar para receber a coroa da glória.

Façamos tudo por merecê-la…

Agora deixemos o grande Bispo Santo Agostinho falar…

Dispensa maiores comentários:

“A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu.
Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.

Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou,
continua sendo o que era.
O cordão da união não se quebrou.
Por que eu estaria fora de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista?
Não estou longe,
somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem…
Redescobrirás meu coração.
E nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas e,
Se me amas,

não chores mais”

No Cálice do Senhor celebramos o mistério de Seu amor:

Mistério de Sua paixão e morte, mas no mesmo Cálice saboreamos e nos inebriamos, incomensuravelmente, de alegria, porque é o Cálice da eternidade.

Beber do Cálice é beber o amor de Deus, para que possamos vivenciá-Lo e saboreá-Lo plena e eternamente no Céu.

Com a Palavra, o Próprio Senhor nas páginas dos Evangelhos:

“Quem comer Minha carne e beber Meu sangue,

permanece em Mim e Eu nele.

Eu Sou o Pão Vivo, que desceu do céu:

Se alguém comer deste Pão, viverá eternamente, por isto

somos felizes, uma vez convidados e partícipes do

Banquete Nupcial do Cordeiro”

Como palavra última uma súplica:

Senhor, que participando do Teu Sagrado Cálice, saibamos comungar do Teu sacrifício, transformando os sinais de morte em sinais de vida.

Que bebendo do Teu Cálice, nossa morte em Tua morte vitoriosa, seja destruída.

Que os estilhaços, por ela provocados, como um vulcão em erupção,

Bebendo do Teu Cálice, fale bem mais forte do que morte,

O amor que conduz à Ressurreição!

Amém!

criado por peotacilio    15:52 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

2.11.09

A fé na Ressurreição: Da finitude à plenitude

REFLEXÕES SOBRE A MORTE E A VIDA ETERNA

A fé na Ressurreição:

Da finitude à plenitude


Dedico esta reflexão a todos que choram  a partida de seus entes queridos.

Dedico àqueles que procuram juntar os pedaços, estilhaços de seu coração, em meio à dor e lágrimas.

Dedico àqueles que conseguem ver além da morte, com olhar pascal; que conseguem vislumbrar as fronteiras da eternidade pela fé, ultrapassando os limites da existência.

Morte, mistério que nos acompanha inexoravelmente.

Ressurreição que nos acompanha, muito mais que inexoravelmente!

Há algum tempo escrevi esta reflexão que me parece muito oportuna para esta semana em que rezamos e fazemos memória de todos aqueles que nos antecederam na glória dos céus.

A fé e a esperança na Ressurreição apontam para uma vida/existência no amor.

Quando enraizados no amor de Deus somos eternos.

A Ressurreição não é uma mera e pensada repetição da vida, ao contrário, é plenitude.

O que aqui começa lá se desabrocha na perfeição.

Entraremos numa novidade de vida.

Segundo o grande teólogo Tertuliano, (séc.II):

“A esperança cristã é a ressurreição dos mortos:

Tudo o que nós somos, o somos na medida em que acreditamos na Ressurreição”.

O horizonte da Ressurreição deve influenciar as nossas atitudes no tempo presente:

Não vivê-lo como evasão e nem tão pouco como simplesmente um fim em si mesmo…

Deve influenciar nossa oração, valores e atitudes…

A vida que não se acaba – Deus é o Deus dos vivos…

Um Deus que inaugura e eterniza uma relação conosco!

A fé cristã não tem dúvida quanto à incompatibilidade entre a fé na Ressurreição e na Reencarnação.

A fé na Ressurreição implica em estabelecer valores e verdades pelas quais pautamos nossa vida, porque neles acreditamos e nos consumimos; pelos quais somos capazes de morrer.

Não se perder entre verdades que passam e

Verdades que são eternas…

A eternidade deve ser alcançada na fidelidade e vigilância ativa, fazendo da oração expressão da ajuda divina e, ao mesmo tempo, fonte da solidariedade humana.

Na oração somos, por Deus, ajudados, assistidos, fortalecidos, para o mesmo fazer em relação ao próximo.

Numa palavra:

A oração é expressão da força de

Deus e da solidariedade humana.

Para finalizar reflitamos a beleza das palavras de Dostoievski, grande escritor russo do século XIX:

“Minha imortalidade é indispensável, porque

Deus não iria cometer iniquidade e apagar completamente o fogo do amor depois que este se acendeu para Ele em meu coração…

Comecei a amá-Lo e me alegrei com Seu amor.

Será possível que Ele me apague e minha alegria se transforme em nada.

Se Deus existe, também sou imortal”.

A inevitabilidade da morte pode ser para quem crê o mergulho na plenitude do amor de Deus.

A existência momentânea no amor (vida terrena) é existência eterna na plenitude do amor (céu).

Lá, na eternidade, enfim, contemplaremos Deus face a face.

Lá veremos o que aqui cremos de mente e coração.

Ressurreição:

O rompimento de nossa finitude para um mergulho na plenitude.

 

 

 

criado por peotacilio    17:16 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

Alegremo-nos: Deus tem sempre a última Palavra!

REFLEXÕES SOBRE A MORTE E A VIDA ETERNA

 

Alegremo-nos:

 

Deus tem sempre a última Palavra!

 

Quantas vezes, como pastores, no múnus da pregação e consolação do Povo de Deus, somos desafiados; diante da mais inquietante experiência humana:

A realidade da morte.

Que esta reflexão possa ajudar quando diante dela nos colocarmos, seja de forma previsível ou imprevisível: Para além de toda dor, que Deus tem sempre a última Palavra!

Não tem a última palavra à aparente vitória de Jacó,

mas a permanente e eterna vitória de Deus.

Não têm da mesma forma, as inquietações; resistências frente aos desígnios divinos, mas a confiança inabalável na sua força, porque contra Deus não há por que, nem como resistir!

Não terá última palavra o desespero frente aos desafios da evangelização, mas a confiança na presença e sopro do Espírito a nós enviado:

“Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20).

Deste modo não terão última palavra a mudez e surdez da humanidade, mas a alegre escuta e proclamação das maravilhas por Deus sempre realizadas.

Como também não tem a última palavra o isolamento e o peso da exclusão, mas a libertação e a integração/comunhão, na força da ternura de Jesus, que supera toda dureza/frieza e legalismo farisaico de todos os tempos.

Não terá última palavra a indiferença para com os pobres, sofredores, mas a compaixão que emana do Seu Sagrado Coração; que envia junto do Pai, operários para a vinha manifestando a solicitude de Deus, que não nos deixa sem pastores, excluindo todo sentimento de orfandade.

Contemplemos a Cruz e o lado trespassado de Jesus (Jo19,37).

Não contemplemos o aparente fracasso da cruz,

mas o gosto de vitória que emana da cruz:

“Todos nós devemos nos gloriar na cruz de Nosso Senhor” (Gal 6,14);

contemplemos a inevitabilidade do caminho da glória, que passa pela

Cruz Redentora de Jesus.

Não prevalecerão as lágrimas incontáveis e o lamento pela morte; que separam os casados; que dura e cruelmente também separam os amigos, mas a alegria da imortalidade alcançada; já experimentada na oração e comunhão dos santos, e que nos possibilitará um novo e eterno abraço, quando acolhidos pelos que nos antecederam na glória dos céus:

“É sentida por demais pelo Senhor a morte de Seus santos, Seus amigos” (Sl 115,15).

Não será eternizado o sono que nos impede de sermos acordados para Deus, porque acontecerá o mais difícil despertar:

O despertar do sono da morte que

Deus mais facilmente pode realizar, a partir da

Morte e Ressurreição de seu Filho.

A morte não será último horizonte, mas sim a glória da imortalidade que desconhece horizontes, pois mergulha na plenitude do amor de Deus.

Viver no céu é estar imerso no horizonte infinito do amor de Deus.

Em tudo demos graças a Deus, e como

Deus tem sempre a última Palavra,

meditemos nesta Palavra Divina:

“Alegrai-vos sempre no Senhor.

Repito: Alegrai-vos!

Não vos inquieteis com nada; mas apresentai a

Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica em ação de graças.

Então a paz de Deus, que excede toda a compreensão guardará os vossos corações e pensamentos, em Cristo Jesus” (Fl 4,4.6-7).

E, a Ele toda honra, glória e poder, pelos séculos dos séculos.

Amém!

 

PS: Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – edição nº136.

criado por peotacilio    16:52 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

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