25.11.09
Irromperá, no coração vigilante, a luz e a alegria do Natal!
Irromperá, no coração vigilante, a luz e a alegria do Natal!
Chegamos ao final de mais um ano!
A Igreja celebra a cada ano o tempo do Advento.
Quatro semanas em que se prepara a chegada do Verbo em nosso meio, para que o Natal seja muito mais que banquetes com comidas e bebidas, presépios, árvores de natal, amigos secretos e trocas de presentes…
Há de ser a festa da alegria em acolher o Menino Deus em cada coração humano, manjedoura acolhedora do Verbo:
Sol nascente e luz sem ocaso,
Que vem aquecer e iluminar nossos passos.
O tempo do Advento nos coloca na mais profunda atitude de oração, com novenas, confissões…
Na oração assídua, vigiamos atentos na espera daquele que veio, vem e virá.
Em Sua primeira vinda veio na humildade da Carne.
Virá na manifestação de Sua Glória.
Na vigilância e em oração somos fortalecidos no bom combate da fé, vivendo o tempo da Igreja, o tempo do Espírito e do testemunho, ao redor da Mesa da Palavra e da Eucaristia.
Colocamo-nos em atitude de vigilância, percebendo Sua vinda nos acontecimentos.
Encontramos o Senhor da glória na história da salvação e na vida da humanidade.
Há de se recuperar o sentido Pascal do Natal!
É muito cômodo ficarmos contemplando aquela criança na manjedoura, com Sua docilidade, ternura…
Mas, é preciso contemplar nesta mesma criança, Aquele que anunciou a Boa Nova do Reino, que passa pelo jugo da cruz, numa fidelidade ao Projeto do Pai e um amor que ama até o fim.
A Cruz que revela a força desarmada do amor.
Natal e Páscoa não são duas festas distintas!
Natal, iluminado pelo Mistério Pascal, é sempre apelo e expectativa de mudança, de conversão de preparação dos caminhos para Sua chegada. Passagens haverão de acontecer em nossa vida:
Do pecado para a graça, da discórdia à comunhão, do ódio ao amor.
O Menino Deus vem ao nosso encontro trazendo em Suas mãos a cruz como instrumento de trabalho.
Todo coração humano é como terra a ser lavrada.
Que nossa alma seja lavrada com o lenho da cruz, e que nela o Cristo plante o maravilhoso jardim do Espírito, lançando as sementes do Verbo, de Sua Palavra, como nos dizia o Bispo São Macário no século IV.
Deixemos que a Luz do Natal invada o mais profundo de nós manifestando-a em todos os lugares: na família, na comunidade e na sociedade, porque estará abundante e transbordante em nosso coração.
Ela, invadindo no mais profundo de nós mesmos, onde Deus se encontra, irromperá a mais agradável surpresa de alguém que espera e não se decepciona.
Que Ele renasça neste mais profundo de nós, em lugar privilegiado e imprescindível, o coração humano, tornando-se impossível ocultar Sua luz…
Coração humano:
Mais que presépio, uma manjedoura para o Deus Menino!
Mais que uma manjedoura, um sacrário para o Deus Eucarístico!
Como sacrário, morada do Altíssimo! Do Deus Diviníssimo!
Morada da pleníssima Luz que a humanidade aquece e ilumina!
Embora por nós imerecidos, templo privilegiado do Altíssimo!
Embora pecadores, habitação não mui digna do Santíssísmo! Amém!
Por isto:
Graças e louvores se dêem a todo o momento,
Ao Santíssimo e Divínissimo Sacramento…
PS: Publicado no jornal “Voz Viva” – dezembro/2007.
Reeditado para o blog.

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