Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

18.11.09

O Mistério da Eucaristia em nossa vida!

                                          

O Mistério da Eucaristia em nossa vida!

 

Verdadeira Sabedoria é luz que ilumina o mundo e a humanidade!

Ó augustíssimo Mistério da Eucaristia na vida do

Presbítero e de todo cristão!

Ó beleza tão antiga e tão nova no mistério do

Pão Celerado e Eucaristizado encontrado!

Presidir a Celebração Eucarística é presidir o sacramento dos sacramentos, cume e fonte da vida cristã.

É a Celebração do sacrifício verdadeiro e pleno, sacramento e memorial da paixão de Cristo, oferecido pelo presbítero a Deus Pai, com a comunidade, na pessoa de Cristo, cumprindo às vezes de Cristo, na forma de pão e vinho, que são verdadeiramente o Corpo e Sangue de Cristo, verdadeira comida e verdadeira bebida.

Ponhamo-nos a refletir sobre tão grande Sacramento a partir da sabedoria de dois Santos da Igreja e de dois Papas muito próximos a nós. Cada um, ao seu modo e tempo, enriqueceu o depósito da fé da Igreja:

O grande teólogo, Bispo e Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, afirmou que não há outro sacramento mais salutar do que este, pois nele, os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa); nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada, enriquecida de todos os dons espirituais.

 Santo Inácio de Antioquia definia o Pão eucarístico como

“remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.

O Papa João Paulo II, em seus últimos escritos sobre Eucaristia, colocou em nossas mãos reflexões belíssimas sobre a Eucaristia, que acredito sejam leituras obrigatórias para todo Agente de Pastoral (Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004), cito apenas algumas:

A Eucaristia é amor levado ao extremo”;

“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;

“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;

“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde

o abismo da santidade de Deus”;

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre

sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste,

que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho”;

“… o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende

a tornar-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade

em todas as circunstâncias da vida… a Eucaristia como

uma grande escola de paz…”

                                

Participar da comunhão com Cristo leva-nos, necessariamente, à comunhão com o próximo, no exercício da caridade, que é o amor em ação.

O Papa Bento XVI em sua primeira Carta Encílica “Deus Caritas est” refere-se à comunhão, como um ato a ser celebrado com conseqüências concretas na vida de cada pessoa e de toda a sociedade:

“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a

Sua ação em nós e através de nós”.

Multiplicando gestos de solidariedade e justiça, expressão concreta do mandamento do amor a Deus e ao próximo, como também é inseparável a relação do mandamento do amor e a Eucaristia.

 

Inevitavelmente algumas questões se nos apresentam:

Como tornar a nossa vida mais Eucarística, experimentando já as delícias do Banquete eterno preparado por Deus para nós?

Como favorecer participação mais ativa, piedosa e consciente em nossas celebrações, como O Mistério exige e merece?

 

Concluindo:

Que a Sabedoria dos Santos e Bispos, acima mencionados, nos ajude a romper as sombras de nossos caminhos em busca do Banquete Eterno sem nos esquecermos das mesas de nosso quotidiano!

 

Que em cada Eucaristia, ao Celebrar o Mistério do Amor de Deus, por este amor sejamos envolvidos e revigorados para as ações concretas e necessárias que dela são solicitadas.

 

Que Celebrando o Mistério da Eucarística tornemos nossa vida mais Eucarística e reaprendamos, mais proficuamente, a conjugar e viver o verbo eucaristizar.

 

Eucaristizar não vão e inútil neologismo…

Eucaristizar a vida há de ser a lógica de todo existir…

Eucaristizar é ter de Jesus mesmos sentimentos e pensamentos, plenamente a Ele configurado!

Eucaristizar é fazer dela, a Eucaristia, a fonte e ápice de nossa vida!

Eucaristizar é empenho incansável no bom combate da fé, até que alcancemos a plenitude da vida, participando do banquete nupcial do Cordeiro até que um dia participemos plenamente no Banquete da Eternidade.

Eucaristizar é nutrir-se do manancial de amor, Jesus!

Fonte de vida, ternura, luz e paz!

Amém!

 

PS: Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. Nº123.

Reeditado para o blog.

 

criado por peotacilio    16:22 — Arquivado em: Reflexões, artigos Folha Diocesana de Guarulhos, atividade pastoral

29.10.09

Dos estilhaços da morte à âncora da Ressurreição!

 

 

Dos estilhaços da morte à âncora da Ressurreição!

 

A Diocese de Guarulhos está em luto pela morte do

Pe. Limderman:

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia.

 

Em abril rezamos o Salmo 115,15 quando o Pe. João Roque partiu para o céu.

Pouco tempo depois tivemos de rezá-lo novamente:

“É sentida por demais pelo Senhor, a morte de

Seus santos, Seus amigos”.

E, mais uma vez, lembramos as palavras do Bispo São Bráulio de Saragoça, (séc.VII), que assim exclamou:

 “Ó morte que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos”.

 

A morte levou para junto de Deus um amigo meu; um amigo nosso…

Unimo-nos aos seus familiares; a todos que choram a partida de seus entes queridos.

Procuramos um olhar além da morte: O olhar pascal. Buscando vislumbrar as fronteiras da eternidade pela fé, ultrapassando os limites da existência.

 

Morte: Mistério que nos acompanha inexoravelmente!

Ressurreição: Mistério que nos acompanha, muito mais que inexoravelmente! 

“Ó morte onde está tua vitória?

onde está o teu aguilhão?” (1Cor.15,55).

 

Nosso amigo, Pe. Limderman Carlos Bezerra (24/06/58 e +18/10/09), filho de Tibúrcio e Dolores, que conheci pessoalmente, já se encontra com seu pai na glória de Deus!

 

Padre Limderman estudou Filosofia (1989 - 1991) e Teologia (1992 - 1995), em São Paulo. Foi ordenado Diácono em 10/12/95 e Presbítero em 28/04/96. As duas ordenações aconteceram na Catedral de nossa Cidade.

 

Foi Pároco da Paróquia Nossa Sra. do Bonsucesso (29/04/1996 - 10/09/2001), e da Paróquia Nossa Sra. Aparecida - Cocaia (2001 - 2009). Durante algum tempo atuou como Assessor diocesano da Campanha da Fraternidade.

 

Lembrar-nos-emos do Pe. Limderman como um padre de pouco alarde, mas de muito trabalho, zelo e dedicação, frente ao rebanho pelo Senhor confiado. Muitas outras virtudes o leitor poderá acrescentar, e tenho certeza de que dificuldade alguma terá.

 

Como amigo lembrarei também das canções da MPB que tanto apreciava, por isto uma única FM ouvia; das músicas que cantava; do time que torcia; das conversas sinceras e da fina ironia que lhe acompanhava – fina porque jamais destruidora ou ofensiva.

 

Um padre, um amigo, um companheiro, um irmão entre tantos irmãos, e para muitos a presença de um pai.

 

Sua súbita partida deixou-nos um vazio; estilhaçados; em profunda comunhão e oração. Mas, firmados na âncora da Ressurreição, temos a esperança de que um dia nos encontraremos, e toda lágrima será enxugada, todo pranto será removido, porque a vida não termina para quem pelo Amor foi nutrido:

“Eu sou O Pão da Vida, quem comer da

Minha carne e beber do Meu sangue viverá para sempre!”

 

Tendo nosso amigo combatido o bom combate da fé, apresentou-se diante de Deus para receber a

“Coroa da Glória”!

 

PS: Artigo para o jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. nº161 – novembro de 2009.

 

 

 

criado por peotacilio    17:41 — Arquivado em: Reflexões, artigos Folha Diocesana de Guarulhos, atividade pastoral

Os caminhos da solidariedade e o Plano Pastoral!

 

Os caminhos da solidariedade e o Plano Pastoral!

 

A 9.ª Assembléia Diocesana apresentou dentre os seis objetivos,

“a evangélica opção preferencial pelos pobres”.

Na última edição falávamos na “urgência em ouvir os clamores dos empobrecidos e a necessidade de buscar caminhos de solidariedade para com os mesmos”, inspirados e fundamentados na Doutrina Social da Igreja (DSI).

                                                        

Concluindo, apresentamos alguns passos que já foram dados, e outros que precisam ser encaminhados, conforme o Plano de Pastoral  2008-2012:

 

·        Propor e vivenciar uma mística capaz de sustentar leigos (as) em suas atividades nos mais diversos setores da sociedade, a partir da pessoa de Jesus e do Seu Evangelho;

·         Dar continuidade e reforçar a Coordenação das Pastorais Sociais, numa autêntica Pastoral de Conjunto, onde a promoção da vida seja missão de todos;

·         Aprimorar o Fórum bimestral das Pastorais Sociais para que seja, cada vez mais, um espaço de debate e reflexão sobre os desafios sociais em nossa cidade, bem como espaço de diálogo com as comunidades, com a sociedade e com o poder público da Cidade;

·        Oferecer Curso de Doutrina Social nas quatro Regiões Pastorais, como já aconteceu e ainda poderá acontecer, estimulando o anúncio e o testemunho do Evangelho da vida e da solidariedade em toda a ação evangelizadora;

·        Formar núcleos de fé e Cidadania nas paróquias, inspirados e fundamentados na DSI;

·        Promover a luta contra o consumo e tráfico de drogas, insistindo no valor da ação preventiva. Urge a implantação da Pastoral da Sobriedade em mais paróquias; cobrança junto à Prefeitura de políticas públicas de prevenção e resgate dos dependentes químicos, e de outras práticas em defesa da vida;

·        Celebrar ativa, piedosa e conscientemente, levando ao maior compromisso com a transformação da realidade, tornando esta mesma realidade sinal do Reino de Deus, e que a Liturgia seja, de fato, a celebração do Mistério Pascal: da Morte e Ressurreição do Cristo, e de toda a História da Salvação;

·        Retomar a reflexão sobre o Diaconato Permanente, favorecendo e dinamizando o serviço da caridade, em nível paroquial e diocesano;

·        Implantar e fortalecer a Pastoral da Criança onde já atua. Urge seu revigoramento, como foi percebido em recente reunião diocesana com líderes, padres e outras lideranças;

·        Acompanhar os adolescentes infratores na Fundação C.A.S.A.

·        Alguns passos já foram dados, porém há ainda muito por fazer. A missão é de todos nós, como bem enfatizou o Papa Bento XVI em sua última Encíclica “Caritas in veritate”.

 

É absolutamente necessário que ninguém se omita, a fim de que, todos, tenhamos vida digna e participemos da construção de um mundo novo, sonhado e querido por Deus:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21,4).

E que ressoem as palavras do Apóstolo Pedro:

 “Tudo o que esperamos é um novo céu e uma nova terra onde habitará a justiça” (2 Pedro 3,8-14).

 

PS. Artigo para o jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. nº 161 – novembro de 2009

 

 

criado por peotacilio    17:37 — Arquivado em: artigos Folha Diocesana de Guarulhos, atividade pastoral

“Presbítero: Homem da Palavra e de palavra”

“Presbítero: Homem da Palavra e de palavra”

 

A pós-modernidade coloca para a humanidade inúmeros desafios. Dentre eles, podemos destacar a crise da credibilidade da palavra. Se há algo que entrelaça as pessoas e cria elos de confiança, solidariedade e comunhão é a palavra.

Quando tudo parece efêmero, passageiro e fugaz, torna-se emergente a necessidade de algo que de segurança na grande travessia e aventura da história humana: A força da palavra.

Fomos constituídos ministros do Verbo que Se fez Carne e habitou no meio de nós (João 1).

A própria Palavra viva e eficaz, mais penetrante que qualquer espada (Hebreus 4,12).

Pregamos não a nós mesmos, tão pouco nossas idéias e filosofias que passam, mas Palavra Eterna:

 “Toda Escritura é inspirada por Deus, para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda obra” (2 Tm 3,16-17).

 

Já no século VI, o Papa São Gregório Magno, com sábias palavras, dizia-nos:

 “Seja o pastor discreto no silêncio, útil na fala, para não falar o que deve calar, nem calar o que deve dizer.

Pois, da mesma forma que uma palavra inconsiderada arrasta ao erro, o silêncio inoportuno deixa no erro aqueles a quem poderia instruir…”, e ainda dizia com tristeza:

“… embora haja quem escute as boas palavras, falta quem as diga. Eis que o mundo está cheio de sacerdotes. Todavia na messe de Deus é muito raro encontrar-se um operário. Recebemos, é certo, o ofício sacerdotal, mas não o pomos em prática…”.

As comunidades, aos presbíteros confiadas, esperam do mesmo uma palavra, não uma palavra qualquer paliativa, provisória, mas uma Palavra Divina:

Inspiradora e fonte para a busca de novos horizontes, no embate quotidiano.

 

O sopro do Concílio Vaticano II, (1962-1965), nos desafiou a assumir as alegrias e tristezas; angústias e esperanças da humanidade, como Igreja de Cristo.

 

Tudo que diz respeito à vida humana diz respeito, inevitavelmente, à vida da Igreja, consequentemente ao Ministério Presbiteral.

 

A cada instante, as mais diversas situações vividas pelo Povo de Deus nos pedem uma Palavra:

Diante de um nascimento, a gratidão a Deus pelo dom da vida;

No processo educativo das crianças, compartilhamos a missão dos pais;

Na ausência da saúde, a Palavra de bênção e encorajamento;

Na hora da agonia, uma Palavra de carinho e esperança;

Quando tudo parece escuridão, uma Palavra que se faz uma centelha de luz;

Na insegurança que nos acompanha, uma Palavra de confiança Daquele que jamais nos decepciona:

“Provai e vede como o Senhor é bom, feliz quem

Nele encontra o seu refúgio”;

Nas questões emergentes uma Palavra ética que assegure a sacralidade da vida;

Na hora derradeira, na hora da morte, a Palavra que aponta a eternidade; a glória da Ressurreição.

Somos, por excelência, ministros de um Deus vivo e Ressuscitado que quer vida plena para todos, desde o tempo presente culminando na luz da eternidade, manifestação da plenitude do amor de Deus.

O Presbítero é testemunha de que o céu é possível!

Começa agora, aqui, e completa-se na Jerusalém Celeste.

 

Nunca é demais lembrar as palavras pronunciadas pelo Bispo, no dia da Ordenação Diaconal, quando entrega ao candidato o “Livro dos Santos Evangelhos” e diz:

“Recebe o Evangelho de Cristo do qual foste constituído mensageiro; transforma em fé viva o que leres, ensina aquilo que creres e procura realizar o que ensinares”. 

Desde então, e para sempre, o presbítero torna-se:

Homem da Palavra.

E, há de ser sempre homem de palavra!

 

PS. Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. nº128.

     Reeditado para o blog.

 

criado por peotacilio    14:58 — Arquivado em: Reflexões, artigos Folha Diocesana de Guarulhos, atividade pastoral

Presbítero: Homem da Mesa da Comunhão e da Comunhão das mesas

Presbítero:

Homem da Mesa da Comunhão e da

Comunhão das mesas

 

Espera-se de cada Presbítero, que seja por excelência, aquele que tem profundo amor a duas Mesas inseparáveis:

Mesa da Palavra e a

Mesa do Sacrifício Eucarístico, que é a

Mesa da Comunhão.

Da Mesa da Palavra anuncia, proclama, exorta, instrui, profetiza, anima, à luz da Palavra de Deus, que é sustento e vigor para a Igreja; assegurando a firmeza na fé, alimentando a alma dos fiéis participantes.

 

Comunica a Palavra que é pura e eterna fonte de vida espiritual para o tempo presente e para toda eternidade.

Na Mesa da Eucaristia, celebra a Nova e Eterna aliança de Deus conosco, no memorial da morte-ressurreição de Jesus, com o pão e o vinho repartido entre todos.

 

Ao participar das duas Mesas o Presbítero deixa-se encontrar com todo o Povo da História da Salvação:

Na Liturgia da Palavra relata a história da

Salvação de Deus com seu povo e na

Liturgia Eucarística, todos nos tornamos participantes desta Salvação, realizando-a de modo sacramental.

 

A participação consciente, piedosa e ativa destas duas Mesas, que para nós é um privilégio, leva-nos imediatamente ao compromisso com outras mesas de nosso quotidiano, do contrário esvaziaríamos a beleza e vitalidade de nossas Missas.

 

A Palavra anunciada na Mesa sagrada deve ser luz:

Critério para decisões, que são tomadas em tantas outras mesas.

Sabedoria nas mesas das escolas, escritórios, e de toda casa. Critério ético em decisões políticas e econômicas que toquem diretamente a vida do povo.

A Palavra divina deve estar sempre em nossa mente e coração quando nos assentamos diante de qualquer mesa. Com certeza a realidade será transformada e se aproximará dos desígnios divinos…

Divorciar a Mesa da Palavra da mesa do quotidiano leva-nos à proliferação do pecado, da dor, tendo como consequência inevitável a morte; quer no sentido espiritual, quer no sentido real…

 

O Pão partilhado, que é o próprio Cristo Jesus, nos interliga com as mesas de tantos lares.

O Banquete Eucarístico aponta para a necessária comunhão das mesas:

 Passar da Mesa da Comunhão à comunhão das mesas.

Assim ninguém mais será condenado à fome, à miséria, à desnutrição…

O leitor certamente está se lembrando do belo canto:

 “Pão em todas as mesas” de Zé Vicente... E, é para lembrar mesmo!

O presbítero é o primeiro diante de toda a comunidade a carregar dentro do seu coração a inquieta preocupação e solidariedade com os que passam fome:

“Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37).

 

Impõe-se a todos, que destas mesas participam, presbíteros e fiéis, que no dia a dia se tornem hóstias vivas e agradáveis a Deus.

Torna-se indispensável e inadiável o aprofundamento da comunhão com Deus e também a comunhão com o próximo, para que Deus seja tudo em todos!

 

Como será mais bela a vida, a humanidade, a sociedade, no seu todo, quando se estabelecer e fortalecer a mais estreita e perfeita ligação em extasiante sintonia!  

Da Mesa da Palavra com a Mesa da Comunhão em inseparabilidade obrigatória com a mesa de cada dia!

 

PS. Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. n º127.

Reeditado para o blog. 

 

 

 

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