Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

5.11.09

As frestas de nossos lares e os raios do Espírito!

As frestas de nossos lares e os raios do Espírito!

 

Sopro, raios, luzes, chama…

Digamos qual nome for, são formas de dizer, quão preciosa é a presença do Espírito Santo em nossos lares, que são pequeninas Igrejas Domésticas.

O primeiro raio é a contemplação da Sagrada Família:

Para que desta grande escola aprendamos as sagradas lições de José e Maria, mistérios que santificam nossas famílias!                         

 Confiança em Deus, abertura e diálogo para compreensão dos mistérios divinos e vivenciá-los:

 “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim Tua Palavra”; Disponibilidade; humildade; mansidão; ternura; temor divino; abertura para a manifestação da graça de Deus; pertença ao povo de Deus, acompanhada da vivência e prática religiosa; coragem para ter a alma transpassada, assumindo a dimensão pascal da fé, mistério de morte e Ressurreição…

O segundo raio é a contemplação do Mistério da Comunhão Trinitária:

Mistério de amor, comunhão, doação, plenitude de vida, unicidade que não leva a perda da identidade, garantia de plena felicidade…                               

Terceiro raio vem da Mesa da Eucaristia:

Banquete de amor e vida, comunhão e solidariedade com os empobrecidos.

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra, e os raios da Jerusalém Celeste invadem as sombras da história e vem iluminar nossos caminhos” (Papa João Paulo II). A família que se nutre da Eucaristia há de experimentar a cada dia um pedaço deste céu que se prolonga na mesa de nossos irmãos.

Por último, o raio do Espírito é pertencer e ser Igreja:

A família tem que romper o limite de suas paredes; abrir-se para a vivência comunitária, participar da alegria da construção do Reino de Deus, redimensioná-la pelos laços da fé e prática da Palavra de Deus.

Cada família, como pequena Igreja Doméstica, está inserida na Igreja de Cristo que é seu Corpo, tendo-o como Cabeça.

A Boa Nova do Ressuscitado deve determinar os pensamentos e atitudes de nossas famílias, de modo que falar de divórcio, infidelidade, filhos distantes e estranhos aos próprios pais, aborto, serão apenas lembranças indesejáveis das tempestades que tentaram a destruição avassaladora da família, ora com êxito indesejável, outras vezes não!             

 

A verdadeira sabedoria consiste em abrir as frestas para que os raios do Espírito possam adentrar nossos lares, iluminando, aquecendo, pois como disse Zacarias, Deus traz saúde em Seus raios:

 Mas para vós que temeis o Meu nome, brilhará o sol de justiça que tem a cura em seus raios” (Ml 3,20).

Façamos da família um pedaço do céu, ainda que frágil sinal, mas indispensável espaço da convivência, do crescimento e amadurecimento para a grande comunhão universal e eterna.

 

PS: Publicado no jornal “Voz Viva” – Paróquia Santo Antônio de Gopoúva – Diocese de Guarulhos. Reeditado para o blog.

 

criado por peotacilio    23:10 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

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