Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

5.11.09

Aprendizes da linguagem do Espírito

 

Aprendizes da linguagem do Espírito

Chegando ao final de mais um ano de pastoral, inaugura-se o tempo de avaliação e planejamento, em vista do próximo ano. Muito foi feito e há muito por fazer.

 

Dois anos nos separam do grande acontecimento da Igreja da América Latina e do Caribe: A Conferência Episcopal em Aparecida-SP, mas não das Conclusões contidas no Documento Final que deve estar nas mãos de todos Agentes de Pastoral.

 

Indubitavelmente valioso para estudo e aprofundamento, como discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que Nele nossos povos tenham vida.

 

Uma vez acolhido, é preciso que com muita criatividade o interpretemos, em cada realidade, buscando caminhos para o verdadeiro discipulado e missionariedade.

 

Fomos desafiados pela Conferência a uma grande missão continental, que não conhecerá ocaso, porque a missão do Senhor desabrocha na aurora da eternidade…

 

Não estamos sozinhos neste desafio, pois somos enriquecidos por preciosos e maravilhosos dons de Deus, como disse o Papa São Clemente no século I:

“… vida na imortalidade,

esplendor na justiça,

verdade na liberdade,

fé na confiança,

temperança na santidade…”,

Numa palavra, o dom maior do Espírito Santo que acompanha e ilumina os passos da Igreja.

A vida das primeiras comunidades é e será sempre um projeto a ser construído.

Como aprendizes da linguagem do Espírito, precisamos voltar ao primeiro amor das Comunidades, não como saudosismo inconsequente, mas como compromisso evangélico:

“Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão e às orações” (Atos 2,42).

Há de se intensificar a vivência comunitária aprofundada e enraizada na Comunhão da Santíssima Trindade, modelo da verdadeira comunidade, nutrindo-se do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia, expressa na comunhão e participação.

 

Construir comunidades como espaço privilegiado onde se viva:

 

ü     A acolhida amorosa, dando ao seu membro o sentido de pertença, superando o anonimato e individualismo;

ü     A experiência concreta de Cristo e Sua Igreja;

ü     O amadurecimento no enfrentamento das crises diversas por que se passa;

ü     O fortalecimento espiritual (fé/esperança/caridade);

ü     A abertura e fortalecimento dos diversos ministérios;

ü     A solidariedade, fazendo da comunidade uma escola da paz, justiça e amor;

ü     A formação permanente para o discipulado nos mais diversos aspectos (bíblico-teológico, humano/afetivo, espiritual, compromisso sócio político…);

ü     O revigoramento e irradiação missionária que garanta ao (à) cristão (ã) leigo (a) uma sadia inserção no mundo, logo ela deve ser como um Centro de formação permanente:

ü     A união de esforços entre as paróquias na formação permanente;

ü     A valorização da formação em nível diocesano e em outros níveis (Escola de Ministérios, Encontros Diocesanos, outros espaços formativos) etc.

 

À luz deste Documento poderemos fazer uma valiosa avaliação, invocando sempre as luzes do Espírito Santo, acendendo em nossos corações a claridade de Sua luz.

Que a caridade do Espírito inspire nossa mente e nosso coração.

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos

Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo

 

PS: Publicado no jornal “Voz Viva” - Paróquia Santo Antônio de Gopoúva – Guarulhos.

Reeditado para o blog. 

criado por peotacilio    23:01 — Arquivado em: Editorial Jornal Voz Viva, Reflexões, atividade pastoral

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