2.11.09
Um dia a morte deixou de ser para sempre!
Um dia a morte deixou de ser para sempre!
Segundo o Apóstolo Paulo, quando ainda éramos pecadores, Deus por amor aceitou encarnar-Se em nosso meio.
Seu Filho em fidelidade absoluta morre na cruz.
Seu sangue derramado nos reconcilia com o Pai.
Amor que ama até o fim!
Morte que vence toda morte!
Veio das alturas do amor de Deus, encarnou e comunicou o incomensurável amor de Deus.
Testemunhou a profundidade do mesmo amor, descendo a mansão dos mortos para acordar os que adormeciam no sono da morte e conduzi-los à mesma altura de onde viera: Céu.
A morte, com Sua morte, deixou de ser para sempre.
A Vida enfim venceu a Morte: Morto, o Pai o Ressuscita.
É elevado acima de todo nome, entra na glória de Deus, redime toda a humanidade, somos justificados, reconciliados com Deus.
Vida Nova nasceu!
Somente a partir de Sua morte, a morte cedeu à Vitória:
“A morte foi absorvida na vitória.
Morte, onde está tua vitória?
Morte, onde está o teu aguilhão?”(1Cor15,55).
Ele quebrou para definitivamente os grilhões da morte!
Na Missa de finados a Igreja, sempre inspirada e fundamentada na Sagrada Escritura, apresenta uma belíssima introdução na Oração Eucaristia (Prefácio dos Fieis Defuntos n.IV).
Contemplemos a beleza e a profundidade da mesma:
“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-Vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso”.
Nele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição.
E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola.
Senhor, para aquele que crê em Vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.
“E, enquanto esperamos a realização de Vossas promessas, com os anjos e com todos os santos, nós Vos aclamamos, cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo é O Senhor…”
Graças a Jesus a morte deixou de ser para sempre, para tornar-se o verdadeiro nascimento:
“Se morrermos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele (Rm 6,8)”.
Morte: um ponto final, parágrafo, na outra linha, para continuar a escrever nossa história na plenitude do amor de Deus: Céu.
A morte não é rompimento absoluto, definitivo, intransponível.
A morte em Cristo é a possibilidade de continuar a escrever uma bela e eterna história de amor, iniciada, aprendida, amadurecida no tempo presente, aqui na terra.
A partir da morte eterniza-se o que devemos viver como constante ensaio, treino, aprendizado permanente:
Alegria, perdão, solidariedade, comunhão, doação, plenitude de amor.
Viver é empenho constante no realizar da vontade Deus, e quanto mais o fizermos, mais o céu será presença e realidade entre nós.
Céu ou inferno?
Morte ou vida eterna?
Depende de nós!
Que o “Dia de Finados”, ou diante da morte de uma pessoa, de um ente querido, jamais percamos a oportunidade de nos perguntarmos qual o sentido que damos à vida, e de que modo já vivemos e antecipamos as alegrias inenarráveis dos céus.
Um dia a morte deixou de ser para sempre!
Quando Ele fez morrer a morte em Sua morte:
Morte de todas as mortes!
Confirma o que Oséias profetizou:
“Ó Morte, Eu serei a tua morte” (Os 13,14).
Aleluia! A Vida venceu a Morte!
PS: Reeditado e repostado para que, hoje, Dia de Finados, reflitamos de modo especial, sobre a morte e a vida eterna.

criado por peotacilio
15:44 — Arquivado em: 

Comentário por Adelita maria santoss — 3.11.08 @ 15:35
Padre vi o endereço do senhor de blog no google e quero parabenlizar o senhor ~esse tão bonito trabalho são coisas que toca coração. e a exposição da aparencia também . tudo que é de Deus fica bonito até pelo computador parabens por essa dedicação e esperança que passa parra quem ler.
Fique o senhor com nosso senhor Jesus cristo
Adelita maria santos
Comentário por José de Arimateia — 4.11.08 @ 12:17
Paz e Bem!
Muito bom saber que a internet, quando bem utilizada, é mais um instrumento de evangelização. Fico bastante feliz ao lê suas palavras de conforto, sabedoria, incentivos…
Sua benção…
José de Arimatéia
Comentário por LUCIANA — 6.11.08 @ 10:33
O morrer é tão natural como o nascer, o respirar, o conceber, o sentir. Faz parte da vida. Sempre fez. Sempre fará. Basta nascermos e já começamos a morrer.
A aprendizagem do significado e do sentir da morte e do processo de morrer, é feita com distanciamento.
Com isso inibimos a verdadeira aprendizagem, que só pode ser feita de forma experiencial, vivenciada, sentida. E com isso, a vivemos com uma visão deturpada, incompleta, do significado da vida.
Acho que a idéia da experência da MORTE, é algo que deveria fazer parte, constantemente de nossa VIDA.
Morte e Vida, duas faces da mesma moeda…
O tempo é vida e a Vida é eterna…
Tocamos com o pensamento e o coração no divino quando alguém morre, e mais ainda se nos é querido. É como se víssemos uma mensagem “Tu vais morrer …” e começamos a julgar, “mas porquê este? … e não aquele? … porquê eu? …”
A vida e a morte são dons de Deus. E se vivesses o presente da tua vida sem saberes se estás amanhã com vida?
Agradeçamos a Deus o presente da vida, e ofereçamos a ele tudo o que pensamos fazer nesse dia. O teu Obrigado á ele será como uma salva de palmas, até que um dia nasceremos para a manhã eterna..
Abraços… Luciana
psiluciana@hotmail.com
http://viver-reflexoes.blogspot.com
Comentário por Antonio — 4.11.09 @ 12:33
De Deus viemos e para Deus voltaremos,acreito que quando Deus a terra vai nos enviar Ele sabe quando devemos voltar e a nós cabe é ficar vigilante pois esta é uma certeza que temos o dia vai chegar.Morrer não é o problema,a questão é COMO morrer,há tantas pessoas que deveriam viver e colaborar para que os outros também vivam mas ficam perdendo tempo com coisas que nada acresenta em sua vida e a dos outros.Temos ajuda do Espírito Santo para chegarmos com segurança a vida eterna e nunca devemos esquecer de que somos responsáveis uns pelos outros nesta jornada.