Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

30.5.09

TREZENA DE SANTO ANTÔNIO

 

 

 

 

 

 

 “TREZE passos para preparar a

Festa do Padroeiro Santo Antônio”. 

 

  

Contemplar e aprofundar…

 

Ø  01/06   O amor a Deus acima de tudo

Ø  02/06   A ação do Espírito Santo

Ø  03/06   O amor pela Igreja

Ø  04/06   O amor ao próximo

Ø  05/06   O amor pela Eucaristia

Ø  06/06   A importância da Palavra de Deus

Ø  07/06   Jesus e a paixão pelo Reino de Deus

Ø  08/06   O compromisso com a sacralidade da vida

Ø  09/06   A firmeza da fé

Ø  10/06   A necessária esperança

Ø  11/06   A chama da caridade

Ø  12/06   A beleza e a alegria do perdão

Ø  13/06   Os ensinamentos e os exemplos de

Santo Antônio: humildade, mansidão, pobreza, obediência, paciência…

 

Oração a Santo Antônio

Ó bondoso e querido Santo Antônio, que tiveste o divino privilégio de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me deste mesmo

Jesus, a graça que vos peço e vos imploro do fundo do

meu coração (pede-se a graça).

Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores,

não olheis para os poucos méritos de quem vos implora,

mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus,

para atender o meu insistente pedido.

Amém.

Santo Antônio Rogai por nós.

(Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

 

criado por peotacilio    12:17 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

28.5.09

Vem Espírito Santo de Deus!

Vem Espírito Santo de Deus!


Recarregue nossa tinta do amor, para

escrevermos certo em linhas tortas e duvidosas.


Rompa nosso egoísmo e fechamento à

novidade do Evangelho da Boa Nova do Reino.

 

Renove nosso coração para o Novo

Mandamento do Amor.

 

Refaça nossos sonhos que tantas

vezes são pisoteados.

 

Reoriente nossos passos na defesa e

 promoção da dignidade humana.

 

Reeduque-nos para o eterno aprendizado da Tua linguagem de Amor que faz de todos os povos e nações um só povo, sem preconceitos, conflitos,

guerras e discriminações.

 

Reintegre a obra da criação tantas vezes

mutilada desintegrada pela sede e ambição

do lucro e do deus-ídolo-capital.

 

Retire nosso coração de pedra, coloque um

coração de carne: terno, manso, compassivo,

com os traços do feminino.

Um coração que ame com amor de pai e de mãe.

 

Ajude-nos a redescobrir Tua presença em cada criatura, anunciando ao mundo a sacralidade da vida.

 

Revitalize o diálogo entre as Igrejas para um Ecumenismo que favoreça uma maior

vida de comunhão, recuperando o verdadeiro

sentido de toda e qualquer religião.

 

Reoriente a caminhada da Igreja, na Liberdade do Espírito e no serviço à vida, para não

nos tornarmos ultrapassados.


Rejuvenesça Tua Igreja que somos, enviando

a ela o sopro do Teu Espírito.


Faça arder nosso coração com o Teu fogo

que também aquece e ilumina.

 

Engravide-nos, não mais como em Maria, mas

na força da Tua Palavra que sacia nossa

sede de amor, vida e paz!


Vem Espírito suavemente sobre a Tua Igreja:

Vem nos salvar curar, ensinar, aconselhar,

fortalecer, consolar e iluminar!


Vem Espírito presente na Eucaristia que

celebramos e recebemos.

Alimento que nos sacia e nos faz sentir eternos partícipes do banquete provisório, acenando para o grande Banquete da Eternidade.

Amém!

 

 

criado por peotacilio    13:26 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

Espírito Santo de Deus: Seus nomes, Sua ação, nossa divinização!

Espírito Santo de Deus:

Seus nomes, Sua ação, nossa divinização!

 

Permaneçamos no século IV e continuemos conversando com mais um grande Bispo, São Basílio Magno.

 

Se a ele pudéssemos perguntar:

ü   Quais são os nomes que podemos dar ao Espírito Santo?

ü   Quais Suas ações em nossa vida?

ü   Qual é o bem mais precioso que O Espírito nos alcança?

 

Ainda que não houvéssemos perguntado,

suas palavras chegam até nós como sopro divino.

 

Palavras belas e sábias são manifestações do Espírito.

 

Suas palavras, indubitavelmente, são como

tantos outros, eternos sopros divinos.

                                                                     

Acolhamos este sopro de Deus que veio da boca e do coração deste grande Bispo da Igreja.

 

“Qual é o homem que, ao ouvir os nomes com os quais

é designado o Espírito Santo, não eleva o seu ânimo

e o seu pensamento para a natureza divina?

 

É chamado Espírito de Deus.

Espírito da verdade que procede do Pai,

Espírito de retidão,

Espírito principal,

e como nome próprio e peculiar,

Espírito Santo.

 

Volta-se para Ele o olhar de todos os que buscam a santificação; para Ele tende a aspiração de todos os que vivem segundo a virtude; é o Seu sopro que os revigora e reanima para atingirem o fim natural e próprio para que foram feitos.

 

Ele é fonte da santidade e luz da inteligência;

é Ele que dá de Si mesmo, uma certa iluminação

à nossa razão natural para que encontre a verdade.

 

Inacessível por Sua natureza, torna-Se acessível por Sua bondade.

 

Enche tudo com o Seu poder, mas comunica-Se

apenas aos que são dignos;

não a todos na mesma medida, mas distribuindo

os Seus dons em proporção da fé.

 

Simples na essência, múltiplo nas manifestações do Seu poder,

está presente por inteiro em cada um,

sem deixar de estar todo em todo lugar.

 

Reparte-Se e não sofre diminuição.

Todos Dele participam e permanece integro,

à semelhança dos raios do sol que fazem sentir a cada um a

Sua luz benéfica como se fosse para ele só e,

contudo iluminam a terra e o mar

e se difundem pelo espaço.

 

Assim é também o Espírito Santo:

Está presente em cada um dos que são capazes de recebê-Lo,

como se estivesse nele só e, não obstante, dá a todos a

totalidade da graça de que necessitam.

 

Os que participam do Espírito recebem os Seus dons

na medida em que o permite a disposição de cada um,

mas não na medida do poder do mesmo Espírito.

 

Por Ele, os corações são elevados ao alto;

os fracos são conduzidos pela mão,

os que progridem na virtude chegam à perfeição.

Ele ilumina os que foram purificados de toda a mancha

e torna-os espirituais pela comunhão Consigo.

 

E como os corpos límpidos e transparentes,

sob a ação da luz, se tornam também extraordinariamente

brilhantes e irradiam um novo fulgor,

da mesma forma também as almas que recebem o Espírito

e são por Ele iluminadas tornam-se espirituais e

irradiam sobre os outros a graça que lhes foi dada.

 

Dele procede a previsão do futuro,

a inteligência dos mistérios,

a compreensão das coisas ocultas,

a distribuição dos carismas,

a participação na vida do céu,

a companhia dos coros dos anjos.

 

Dele nos vêm a alegria sem fim,

a união constante e a semelhança com Deus;

 

Dele procede, enfim o bem mais sublime

que se pode desejar: o homem é divinizado”

(Lit. Horas. Vol. II p. 883-4)

 

Mais uma vez supliquemos e

sem resposta divina nunca ficaremos:

 

 “Envia, Senhor, Teu suave sopro do Espírito para nos acalentar, acalmar, consolar…                          

                                       

Envia, Senhor, os raios fulgurantes e ardentes do Espírito para aquecer nossos corações e novas relações fraternas construir…

 

Envia, Senhor, a água cristalina do Teu Espírito para saciar as sedes tantas que carregamos e que um dia em Vós serão plenamente saciadas…

 

Envia, Senhor, aquilo que precisamos, pois nos conheceis e sabemos que mesmo antes de Vos pedir, já nos concedes, porque sempre Vos antecipais ao nosso clamor.

Vós que agis sempre nos surpreendendo, porque assim é o amor: Alegra-se ao surpreender, surpreende porque ama”.

 

E assim, continuemos refletindo sobre a ação do Espírito hoje…

 

ü   O que seria da Igreja e da história sem a presença do Espírito Santo?

ü   O que seria de mim sem O Espírito Santo?

 

 

criado por peotacilio    13:09 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

Como precisamos da água viva do Espírito Santo!

 

Como precisamos da água viva do Espírito Santo!

 

Estamos nos preparando para Pentecostes…

Vamos ao século IV falar com o Bispo São Cirilo, de Jerusalém, e a ele façamos nosso pedido:

 

Fale-nos do Espírito Santo.

Quem é Ele?

Qual Sua eficácia em nossa vida?

Quais as ações que o Espírito realiza em nós?”.

 

                        Após ouvir sua resposta, inevitavelmente, faremos a Deus nossa súplica:

 

“Vem Espírito Santo de Deus!”.

 

E cada pessoa, tendo em conta sua realidade, sua história, suplicará algo tão sublime que só do Espírito procede.

 

Ó como precisamos da água viva do Espírito Santo!

 

 

“A água que Eu lhe der se tornará nele fonte de água viva,

que jorra para a vida eterna (Jo 4,14).

 A água diferente, esta que vive e jorra; mas apenas sobre os que são dignos dela.

 

Por que motivo O Senhor dá o nome de

“água” à graça do Espírito Santo?

 

Certamente porque tudo tem necessidade de água; ela sustenta as ervas e os animais.

 

A água das chuvas cai dos céus; e embora caia sempre do mesmo modo e da mesma forma, produz efeitos muito variados.

 

De fato, o efeito que produz na palmeira

não é o mesmo que produz na videira.

 

 E assim em todas as coisas, apesar de sua natureza ser sempre a mesma e não poder ser diferente de si própria.

 

Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer das suas manifestações.

 

Contudo, ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessitada.

 

Com o Espírito Santo acontece o mesmo.

Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível,

distribui a graça a cada um conforme lhe apraz.

 

E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça.

 

O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser;

mas, por vontade de Deus e pelos

méritos de Cristo, produz efeitos diversos.

 

Serve-Se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria;

 

Ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia.

 

A este dá o poder de expulsar os demônios;

 

Àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras.

 

A uns fortalece na temperança,

 

A outros ensina a misericórdia;

 

A estes inspira a prática do jejum e como

suportar as austeridades da vida ascética;

 

E àqueles o domínio das tendências carnais;

 

A outros ainda prepara para o martírio.

 

Enfim, manifesta-Se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a Si mesmo, como está escrito:

 

A cada um é dada a manifestação do Espírito

em vista do bem comum (1 Cor 12,5).

 

 

Branda e suave é a Sua aproximação;

benigna e agradável é a Sua presença;

levíssimo é o Seu jugo!

A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência.

 

Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho:

Vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer,

consolar, iluminar a alma de quem O recebe,

e, depois por meio desse, a alma dos outros.

 

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a Sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via.

 

Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.

(Lit. Horas Vol. II – p.876/7)

 

Façamos agora nossa súplica:

 

“Vem Espírito Santo, Vós que sois água viva.

Sacie nossa sede de amor, vida e paz.

 

Vem Espírito Santo de Deus nos salve, cure, ensine,

aconselhe, fortaleça, console, ilumine…

 

Vem Espírito Santo de Deus sobre a família, a Igreja, sobre mim mesmo, sedento de Tua presença, sobre o mundo todo.

 

Vem Espírito Santo, brisa leve e suave de Deus…”

 

 

criado por peotacilio    13:06 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

27.5.09

Acolhamos o sopro do Espírito

 

 

Acolhamos o sopro do Espírito!


 

 

 

 

 

 

A alegria da Ressurreição transborda no coração

de cada fiel e de toda a Igreja, sobretudo no

Tempo Pascal

 
A Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, porém, nunca nos permite ancorar a barca nas margens.

 

É preciso sempre avançar na missão evangelizadora,

com a certeza de que nunca estamos sozinhos:

“Ele caminha conosco”.


Jesus soprando sobre a comunidade reunida confiou-lhes

O Espírito Santo para continuar Sua missão:

 

“A paz esteja convosco.

Como O Pai Me enviou, também

Eu vos envio. Recebam O Espírito Santo,

A quem perdoarem os pecados, eles lhes serão perdoados, a quem os não perdoardes,

eles lhes serão retidos” (Jo 20,21-23).


Acolhamos o sopro do Espírito

Para edificar a Igreja, nutrida da Eucaristia,

instrumento do Reino a ser construído.

 

Somos desafiados a construir uma comunidade com identidade e rosto pascal:

Perseverante na doutrina dos apóstolos, promotora da comunhão fraterna; na partilha do Pão (Eucaristia) e na oração, à luz dos Atos dos Apóstolos.


Acolhamos o sopro do Espírito

Como Igreja que nasce da escuta da Palavra, promovendo a verdadeira comunhão, na prece e no louvor, na catequese e no partir do Pão: O Pão da Eucaristia e o pão quotidiano.

 
Acolhamos o sopro do Espírito

Para que nos seja concedida a graça que faz da Igreja o Corpo de Cristo; fazendo com que todos seus membros, unidos pelos laços da caridade, sejamos perseverantes e firmes na unidade do corpo.


Acolhamos o sopro do Espírito

Para que a Igreja seja um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, conservando com toda solicitude a unidade do Espírito no vínculo da paz: “Aplicai-vos a guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito” (Ef 3,1-4).

 

Acolhamos o sopro do Espírito

Na participação ativa, piedosa e frutuosa em cada Eucaristia, de modo que nossos corações sempre arderão ao Escutar a Palavra divina, nossos olhos sempre se abrirão no partir do Pão.

 

Acolhamos o sopro do Espírito

Na inadiável alegria da escuta atenta da Palavra e na partilha celebrada e vivida, a fim de que contemplemos o transbordamento da alegria pascal que somos chamados a vivenciar e testemunhar. 


Como os discípulos de Emaús, percebendo a

presença do Ressuscitado

que conosco quer caminhar e O Pão partilhar, continuemos nossa missão.

 

A realidade vazia do túmulo apontou

para o mundo uma nova realidade:

cada coração humano foi plenificado com a

presença da força do Ressuscitado.

 

Nada pode impedir Sua ação.

Rompe-se todo medo,

Ilumina-se toda escuridão.

Ele está no centro da nossa

comunidade comunicando o grande Shalom:

Paz e Vida em plenitude que brota da Sua Ressurreição.

 

 

Ps: revisado e reeditado para preparar a Grande Festa de Pentecostes….

criado por peotacilio    13:03 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

23.5.09

Virtudes divinas que nos movem: Fé. Esperança e Caridade!

Virtudes divinas que nos movem:

Fé, Esperança e Caridade!

 

Ø     Quem de nós não passa momentos de dificuldades, provações, situações aparentemente impossíveis de serem transformadas?

 

Ø     Quem de nós não precisa acolher, no mais fundo de si mesmo, estas palavras que ultrapassam o tempo, pois possuídas do vigor e da beleza do sopro do Espírito?

 

O Papa Leão Magno escreveu este Sermão há dezesseis séculos, mas não há dúvida que suas palavras ecoam e ultrapassam o limite do tempo, porque quando inspiradas por Deus, carregam em si esta característica.

 

Acolhamos com fé este Sermão e algo novo será plantado em nosso coração e o nosso olhar trará a expressão disto.

 

Façamos mais esta, preciosíssima, reflexão à luz

daqueles que falaram com a palavra e a vida,

por isto são rastros luminosos

que jamais perderão seu brilho.

 

Repetindo suas palavras nossa fé será menos vacilante, nossa esperança menos esmorecida e nossa caridade portadora de um ardor bem maior!

 

“Assim como na Solenidade Pascal a Ressurreição do Senhor foi para nós motivo de grande jubilo, agora também a Sua Ascensão aos céus nos enche de imensa alegria. Pois recordamos e celebramos aquele dia em que a humildade da nossa natureza foi exaltada, em Cristo, acima de toda a milícia celeste, sobre todas as hierarquias dos anjos, para além da sublimidade de todas as potestades, e associada ao trono de Deus Pai.

 

Toda a vida cristã se funda e se eleva sobre uma série admirável de ações divinas, pelas quais a graça de Deus nos manifesta sabiamente todos os Seus prodígios.

 

De tal modo isto acontece que, embora se trate de mistérios

que escapam à capacidade humana de

compreensão e que inspiram um profundo temor

reverencial, nem assim

vacile a fé, esmoreça a esperança ou esfrie a caridade.

 

Nisto consiste, efetivamente, o vigor das grandes almas e a luz dos corações fiéis: crer sem hesitação, naquilo que não se vê com os olhos do corpo, e fixar o desejo onde a vista não pode chegar.

 

Como poderia nascer esta piedade, ou como poderíamos ser

justificados pela fé, se a nossa salvação consistisse

apenas naquilo que nos é dado ver?

 

Na verdade, tudo o que na vida de nosso Redentor era visível passou para os ritos sacramentais; e para que a nossa fé fosse mais firme e autêntica, à visão sucedeu a doutrina, em cuja autoridade se devem apoiar os corações dos que crêem, iluminados pela luz celeste.

 

Esta fé, aumentada com a Ascensão do Senhor e

fortalecida com o dom do Espírito Santo,

nem os grilhões, nem os cárceres, nem os exílios, nem a fome,

nem o fogo, nem as dilacerações das feras, nem os tormentos

inventados pela crueldade dos perseguidores

jamais puderam atemorizá-la.

 

Em defesa desta fé, através de todo o mundo, homens e mulheres, meninos de tenra idade e moças na flor da juventude combateram até derramamento do sangue. Esta fé expulsou os demônios, afastou as doenças, ressuscitou os mortos.

 

Os santos apóstolos, apesar dos milagres contemplados e dos

ensinamentos recebidos, ainda se atemorizavam perante

as atrocidades da paixão do Senhor e hesitavam

ante a notícia de Sua Ressurreição.

 

Porém, com a Ascensão do Senhor progrediram tanto que tudo quanto antes era motivo de temor, se converteu em motivo de alegria.

 

Toda a contemplação do seu espírito se concentrava na divindade

Daquele que estava sentado à direita do Pai;

agora, sem a presença visível do Seu Corpo,

podiam compreender claramente, com os olhos do Espírito,

que Aquele que ao descer à terra não tinha deixado O Pai,

também não abandonou os discípulos ao subir para o céu.

 

A partir de então, caríssimos filhos, O Filho do Homem deu-Se a conhecer de modo mais sagrado e profundo como Filho de Deus.

 

Ao ser acolhido na glória da majestade do Pai começou

de um modo novo e inefável, a estar mais presente

no meio de nós pela divindade quando

Sua humanidade visível se ocultou de nós.

 

Por conseguinte, a nossa fé começou a adquirir um maior e progressivo conhecimento da igualdade do Filho com O Pai, e a não mais necessitar da presença palpável da substância corpórea de Cristo, pela qual Ele é inferior ao Pai.

 

Pois substituindo a natureza do corpo glorificado, a fé dos que crêem é atraída para lá, onde O Filho Unigênito, igual ao Pai, poderá ser tocado não mais pela mão carnal, mas pela contemplação do Espírito”.

 

(Cf. L. Horas Vol.II – p. 849-851)

 

Para reflexão:

Ú  Quais as provações que me inquietam neste momento?

Ú   Como contemplo e sinto a presença de Deus para enfrentá-las?

Ú   Qual a qualidade da fé que possuo, como a vivo e como a testemunho?

Ú   Tenho vacilado na fé?

Ú   Tenho esmorecido na esperança?

Ú   Tenho esfriado na prática da caridade, no cumprimento do mandamento maior do Amor a Deus e ao próximo?

Ú   Como posso viver uma caridade mais autêntica?

 

“Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis…”

Pai Nosso que estais nos céus…

 

criado por peotacilio    15:25 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

22.5.09

Na brisa suave de Deus!

Na brisa suave de Deus!

 

Às vezes muitos problemas nos inquietam e nos irritam.

Desejamos algo ou alguém que venha a nós,

Como bálsamo e revigoramento.

 

Assim é Deus!

 

Nas horas mais difíceis, bem como, em todas as horas,

Ele vem ao nosso encontro "Como uma brisa divina".

 

Envolvidos pela brisa divina nos refazemos.

Retomamos nossos caminhos, projetos, lutas e sonhos.

 

Acolhidos e envolvidos pela brisa leve e suave,

Ancorados e sustentados pela mão divina,

Sejamos a mão de Deus para o outro…

 

Enquanto nossas mãos estendermos,

Nunca nos faltará uma  mão humana,

Afeto, carinho e ternura divina.

 

Assim é Deus!

 

Na brisa suave Deus se apresenta!

Na brisa suave Deus nos orienta.

Na brisa suave nos tranqüiliza,

Sua presença nos diviniza.

 

Assim é Deus!

 

Sintamos esta suave brisa de Deus nos envolvendo agora!

Deus que jamais abandona quem por Ele se enamora.

 

Assim é Deus!

 

 

 

criado por peotacilio    9:59 — Arquivado em: Poesia, Reflexões, atividade pastoral

19.5.09

SIMPLESMENTE POR AMOR…

SIMPLESMENTE POR AMOR…

 

Recebi, de uma amiga, parte de uma Carta de uma grande e raríssima Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), dirigida à Bartolomea, esposa de Salviato de Lucca, que não poderia ficar sem uma reflexão e enriquecedora partilha.

 

Amar a Deus, simplesmente por amor,

porque antes de amá-Lo,

Ele nos amou primeiro.

 

ü    Assim, continuamos ressoando a Liturgia da Palavra, que nos apresentou em uma das Leituras a Primeira Carta de São João (4,7-10) e o Evangelho de São João (15,9-17).

 

ü    Quem se propuser a ler estas passagens ficará impressionado com a abundância proposital da palavra Amor e Amar, direta ou indiretamente.

 

Isto nos revela a essência da fé cristã,

a essência da vida: O AMOR.

 

Por isto Nosso Senhor nos deu o

mais belo e irrevogável de todos os mandamentos:

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, COMO EU VOS AMEI”.

 

A verdadeira medida de nosso amor, bem como sua altura, largura e profundidade tem que ultrapassar as medidas humanas para alcançar as medidas divinas testemunhada no amor da Cruz de Nosso Senhor!

 

Coloquemo-nos, imediatamente, diante da referida Carta, para que através desta sábia mulher, embora distante cronológica de nosso tempo, tão atual, real, presente e indiscutivelmente oportuna, para nossa espiritualidade no seguimento de Jesus, como alegres e apaixonados discípulos missionários do Senhor.

Simplesmente por amor!

 

Abraça Jesus Crucificado, amante e amado…

Abraça, portanto, Jesus Crucificado elevando a

Ele o olhar do teu desejo!

 

Toma em consideração o Seu amor ardente por ti, que levou Jesus a derramar sangue de todas as partes do Seu corpo!

 

Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e

Nele encontrarás a verdadeira vida, porque

Ele é Deus que Se fez homem.

 

Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz!

 

Tu deves, portanto, tornar-te amor,

olhando para o amor de Deus, que tanto te amou,

não porque te devesse obrigação alguma,

mas por um puro dom, impelido somente

pelo Seu inefável amor.

 

Oh inestimável Amor! Tu nos iluminas com a Tua sabedoria para que nos possamos conhecer a nós mesmos, conhecer a Tua verdade e os enganos sutis do demônio.

 

Quem possui o amor de Deus,

Nele encontra tanta alegria que

cada amargura se transforma em doçura

e cada grande peso se torna leve.

 

Doce Jesus, amor Jesus. Com o fogo do Teu amor acendes os nossos corações com o desejo de Te amar e de Te seguir na verdade.  

Só Tu és o Amor, somente digno de ser amado!”.

 

Para Meditação:

Ђ   Como tenho vivido o mandamento do amor que Nosso Senhor nos deixou: Amar o próximo como Ele amou?

 

Ђ   O que ressalta aos olhos e ao coração meditar a Carta de Santa Catarina de Sena?

 

Ђ   Santa Catarina, sábia e santa. Quais são as pessoas sábias e santas que fazem parte da nossa história?

 

criado por peotacilio    7:43 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

17.5.09

Contemplar a bondade de Deus e ampliar nossos horizontes!

 

Contemplar a bondade de Deus e ampliar nossos horizontes!

 

 

 

Amor, verdade e justiça são os horizontes do Salmista e

de todo aquele que por Deus é conduzido;

e no coração os mesmos valores mantém vivos:

 

“Vosso amor chega aos céus, ó Senhor,

Chega às nuvens a Vossa verdade.

Como as altas montanhas eternas

É a Vossa justiça, Senhor!”.

(Sl 35,6-7)

 

Contemplar mencionados valores em relação a Deus não nos permite dizer que o mesmo pode ser dito de todos nós, da humanidade, em todo e qualquer tempo; mas, nem por isto a desilusão, a miserável condição de entediados, pusilânimes, derrotados…

 

Deus é Amor!

O amor de Deus chega aos céus,

o nosso amor por Ele deveria ter mesma altura

e para com nosso próximo, a mesma medida.

O amor de Deus, que é incomensurável, faz pensar

na pequena medida do nosso amor.

 

Se o amor humano fosse vivido em todos os níveis e espaços;

os relacionamentos, como o amor de Deus que chega aos céus,

não se falaria em ódio avassalador, rancores e

ressentimentos entristecedores.

 

Se o amor na família se aproximasse do amor

de Deus que chega aos céus,

a família retomaria a vitalidade do espaço sagrado,

da perfeita harmonia, ternura, alegria…

 

Se o amor de Deus tomasse em cada um de nós as mesmas medidas e proporções a história da humanidade seria bem outra:

sem guerras, massacres, mortalidade infantil, violência contra a vida, destruição do espaço comum em que habitamos, sem extermínios e tudo aquilo que mancha a história de sangue, pranto, luto e dor…

 

Verdade!

Ele é a Verdade que chega às nuvens, Jesus.

Chega e ultrapassa porque adentrou nos céus,

na eternidade de Deus.

 

Ø    Se a Verdade marcasse nossos relacionamentos, bem outra seria nossa sorte, bem outros seriam nossos dias…

 

Ø    A mentira ainda marca nossos relacionamentos, as máscaras teimam em cobrir nossos rostos.

 

Ø    Ainda não aprendemos a conviver com a dor frutuosa da Verdade, mas preferimos nos anestesiar com as gotas e às vezes torrentes de mentiras…

 

Ø    Se pela Verdade pautássemos nossa vida, nossas atitudes, nossos pensamentos, dormiríamos muito mais tranqüilos.

 

 

Foi Ele mesmo quem nos disse:

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

 

A mentira e aquele que a assumiu, com legítima paternidade, nos rouba a liberdade, a originalidade…

 

Ainda nos escusamos em viver a verdade, para nos encobrirmos com pequenas e às vezes grandes mentiras.

 

Justiça!

 Por ela viveu, por ela Se comprometeu…

Ele que não conheceu o pecado, injustamente morreu.

Mas, a justiça divina prevaleceu:

O Pai O Ressuscitou.

 

Se a justiça humana alcançasse as alturas da justiça divina, como montanhas eternas!

 

Se a justiça humana assim o fosse, não falaríamos mais em desigualdades, egoísmos, omissões, indiferenças, abandonos…

 

Se a justiça humana fosse da altura das montanhas eternas,

a fraternidade não seria tão apenas desejo, mas

de todos compromisso e para todos realidade.

A paz uma real e utópica realidade…

 

Rezando com o Salmista, empenhemo-nos em, sem demora,

ampliar os horizontes de nosso amor, verdade e justiça.

 

Se com O Salmo 35 iniciei, com outro concluo, na firme esperança e propósito de que estas palavras se tornem uma :

 

“O Amor e a Verdade se encontram,

Justiça e Paz se abraçam,

da terra germinará a Verdade,

e a Justiça se inclinará do céu.

O próprio Iahweh dará a felicidade

e nossa terra dará seu fruto.

A Justiça caminhará a sua frente

e com seus passos traçará um caminho”

(Salmo 85,11-14).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

criado por peotacilio    14:17 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

16.5.09

Alegria transbordante, credibilidade cristã fortalecida.

Alegria transbordante, credibilidade cristã fortalecida.

 

Celebramos a Páscoa como mistério do transbordamento da alegria, que tem sua fonte na Ressurreição do Senhor.

 

Com a Páscoa tudo se renova sem dispensar nossa participação, com irrenunciáveis sacrifícios. De Deus emergem constantes apelos a fim de que novas atitudes brotem em nós, sem demora, preguiça, indiferença, omissão ou adiamentos.

 

Neste tempo, a misericórdia de Deus nos renovou para o aprendizado indispensável da língua do Espírito, marcado pela humildade, pobreza, obediência e paciência, como disse nosso Padroeiro Santo Antônio.

 

Nutridos da Palavra e da Eucaristia, somos constantemente interpelados à prática da caridade ativa, avançando sempre para águas mais profundas, para que nasça uma sociedade justa e fraterna que garanta a paz e a segurança, como vimos na Campanha da Fraternidade deste ano.

 

Nos Atos dos Apóstolos (8,26-40), quando o eunuco foi batizado por Filipe depois de ter ouvido a Palavra e manifestado o desejo de conversão, começou a viver a vida nova de todo batizado e tomado de grande alegria seguiu sua jornada.

 

Um cristão triste contradiz a fé que professa.

A alegria deve ser uma marca de quem crê em

Jesus Ressuscitado.

 

Não uma alegria marcada pela esterilidade, muito pelo contrário, pois Nele e com Ele, Jesus, produzimos muitos frutos, sendo o amor a expressão visível da fé, alavancada sempre pela chama da esperança que nos move até que Ele venha definitivamente.

 

O Documento de Aparecida nos diz que quando cresce no cristão consciência de que pertence a Cristo, em razão da gratuidade e da alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom deste encontro.

 

Portanto, não limita sua missão a um programa ou a um projeto transitório, mas compartilha a experiência do acontecimento e do encontro com Cristo, testemunhando e anunciando a Sua Pessoa e O Seu Projeto a todos os confins do mundo e até o fim dos tempos.

 

A missão e o discipulado tornam-se como

duas faces de uma mesma moeda.

 

Apaixonado por Cristo não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele nos salva, pois sem Ele não há luz, não há esperança, não há amor e não há futuro, como nos disse o Papa Bento XVI.

 

Exorto todos a renovarem a alegria e o testemunho para que cresça e fortaleça a credibilidade de nossa vivência cristã.

 

Como veremos nesta Edição,muito já se fez,

mas há ainda, com a força e a luz do

Espírito do Ressuscitado, muito a se fazer.

       

 

 

 PS: Editorial para Jornal Voz Viva - Edição de Maio de 2009.

 

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