Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

29.4.09

Sábias mulheres que nos revelam Deus!

Sábias Mulheres que nos revelam Deus!

 

 

Ressoa em nosso coração a grande afirmação do Papa Bento XVI no ano passado, quando esteve em nosso meio:

 

“Somente enamorados por Cristo é que

poderemos ser Seus discípulos”.

 

Como esquecê-la?

 

 

Catarina de Sena é uma página memorável de enamoramento e apaixonamento por Cristo.

 

Contemplemos seu testemunho e revigoremos nossos passos na fidelidade ao Senhor, O Caminho e Verdade que nos conduz a vida!

 

Santa Catarina de Sena viveu no século XIV. Deixou numerosos escritos de profunda espiritualidade e cartas de alto valor histórico e religioso. O Papa Paulo VI, em 1970, a declarou Doutora da Igreja e Padroeira da Itália.

 

Viveu num tempo de grandes desafios, dentre eles a peste e o cisma da Igreja. Vida simples, de origem pobre e humilde (última de uma família de 25 filhos), morreu jovem, aos 33 anos.

 

Mulher de grande mística, espiritualidade e oração, que acolheu o sopro do Espírito e enriqueceu a Igreja de seu tempo e de todo tempo: os santos transcendem seu tempo… testemunhou grande amor e cuidado aos doentes, foi incansável e reveladora do amor de Deus…

 

Catarina de Sena nos leva a refletir quantas sábias mulheres de Deus, ontem, hoje e sempre, são a manifestação da acolhida e da comunicação da sabedoria de Deus no mundo.

 

Contemplemos parte de seu Diálogo sobre a divina Providência:

 

“Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade, que pela união da natureza divina tanto fizeste valer o sangue de Teu Filho Unigênito!

 

Tu, Trindade eterna, és como um mar profundo, onde quanto mais procuro mais encontro; e quanto mais encontro,

mais cresce a sede de Te procurar.

 

Tu sacias a alma, mas de um modo insaciável.

Porque saciando-se no Teu abismo, a alma permanece

sempre sedenta e faminta de Ti, ó Trindade eterna,

cobiçando e desejando ver-Te à luz de Tua luz…

 

Provei e vi em Tua luz com a luz da inteligência, o teu insondável abismo, ó Trindade eterna, e a beleza de Tua criatura…

 

Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade, ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a Ti mesmo?

 

Tu és um fogo que arde sempre e não se consome.

Tu és que consomes por Teu calor todo amor profundo da alma.

Tu és de novo o fogo que faz desaparecer toda frieza e iluminas as mentes com a Tua luz. Com esta luz me fizeste conhecer a verdade.

 

Espelhando-me nesta luz, conheço-Te como Sumo Bem, o Bem que está acima de todo bem, o Bem feliz, o Bem incompreensível, o Bem inestimável, a Beleza que ultrapassa toda beleza,

 a Sabedoria superior a toda sabedoria.

 

Porque Tu és a própria Sabedoria, Tu, o pão dos anjos, que no fogo da caridade Te deste aos homens.

 

Tu és a veste que cobre minha nudez; alimenta nossa fome com a Tua doçura, porque és doce sem amargura alguma. Ó Trindade eterna!”

 

 

Catarina de Sena possuidora de grande amor e preocupação pelas dificuldades da Igreja, deixou-nos tão belo e grande testemunho de amor pela mesma.

 

Repetia em sua vida agitada e sofrida:

 

“SE MORRER, SABEIS QUE MORRO

DE PAIXÃO PELA IGREJA”

 

 

Para que reflitamos:

 

v    Com que profundidade mergulhamos no mistério de amor da Santíssima Trindade?

v    Qual a profundidade de nossa paixão pela Igreja de Cristo?

v    Sentimo-nos, como Catarina, enamorados por Cristo?

v    Quais são as Sábias Mulheres de Deus em nossas vidas?

v    Qual a nossa solicitude para com os pobres, presença de Cristo em nossa vida?

 

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

 

criado por peotacilio    13:00 — Arquivado em: Sem categoria

28.4.09

O SIM de Maria e o nosso SIM

O SIM de Maria e o nosso SIM.


Mês de maio que se aproxima,
A Maria com carinho dedicado.

Convidados somos a refletir
Sobre o seu SIM mais de uma vez ecoado.

Mês de maio que se aproxima,
Pentecostes como sopro do Espírito se anuncia.
Linguagem do amor como eterno aprendizado,
Em cada Igreja e em cada Eucaristia.

Olhemos, incansavelmente, para Maria,
A contemplemos na manhã da Anunciação,
A contemplemos na tarde da Paixão,
Na Manhã de Pentecostes e da Ressurreição.

Meditemos o SIM que ecoou em cada momento,
Sempre na confiança e esperança,
Sem desespero, crises, neuras ou lamento,
Em sua pureza de alma, feito anjo/criança.

SIM de Maria pela Igreja vivido.
SIM de Maria pela Igreja assumido.
Certeza de um presente com futuro,
Pois com Maria no Caminho tudo é mais seguro.

 

 

criado por peotacilio    12:27 — Arquivado em: Poesia, atividade pastoral

25.4.09

A Árvore de todas as árvores: a vivicante cruz de Cristo!

A Árvore de todas as árvores:

a vivificante cruz de Cristo!

 

Neste tempo Pascal meditemos sobre a Árvore de todas as árvores:

 A Cruz de Nosso Senhor Jesus.

 

v   Por ela nos veio a Salvação, no Corpo que nela foi elevado, sacrificado.

v   Aos seus pés nasceu a Igreja, e para sempre de seu lado trespassado se nutriu.

v   Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o admirável Sacramento de toda a Igreja.

v   Na morte do Verbo na Cruz, a morte da morte, para a perene Páscoa.

 

Abaixo podemos meditar um dos Sermões de São Teodoro Estudita (século IX).

 

v  É um belíssimo texto que não nos permite omissão. Apresento-o na íntegra para que ao meditá-lo, gloriemo-nos cada vez mais na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, como nos exortou o Apóstolo Paulo.

 

 

“Ó preciosíssimo dom da cruz!

 

Vede o esplendor de sua forma!

 

Não mostra apenas uma imagem mesclada de bem e de mal, como aquela árvore do paraíso, mas totalmente bela e magnífica para a vista e o paladar.

 

É uma árvore que não gera a morte, mas a vida, que não difunde

as trevas, mas a luz; que não expulsa do paraíso, mas nele introduz.

A esta árvore subiu Cristo, como um rei que sobe no carro triunfal,

e venceu o demônio, detentor do poder da morte, para libertar

o gênero humano da escravidão do tirano.

 

Sobre esta árvore O Senhor, como um valente guerreiro,

 ferido durante o combate em suas mãos, em seus pés e em seu lado

divino, curou as chagas dos nossos pecados, isto é, curou a

nossa natureza ferida pela serpente venenosa.

 

 

Se antes, pela árvore, fomos mortos, agora, pela árvore recuperamos a vida;

 se antes, pela árvore fomos enganados, agora, pela árvore,

repelimos a astúcia da serpente.  

Sem dúvida, novas e extraordinárias mudanças!

 Em vez da morte, nos é dada a vida;

em lugar da corrupção, incorrupção; 

                                da vergonha, a glória.

 

Não é sem razão que o Apóstolo exclama:

 

Quanto a mim, que eu me glorie somente na

Cruz do Senhor Nosso, Jesus Cristo. Por Ele,

o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado

para o mundo (Gl 6,14).

 

 Pois aquela suprema sabedoria que floresceu na cruz,

desmascarou a presunção e a arrogante loucura da sabedoria

do mundo; toda a espécie de bens maravilhosos que brotaram da cruz, extirparam inteiramente a raiz da maldade e do pecado.

 

Já desde o começo do mundo, houve figuras e alegorias desta árvore que anunciavam e indicavam realidades verdadeiramente admiráveis. Repara bem, tu que sentes um grande desejo de saber.

 

Não é verdade que Noé, com seus filhos e esposas e os animais de toda espécie, escapou da morte do dilúvio, por ordem de

Deus numa frágil arca de madeira?

 

E o que dizer da vara de Moisés?

 

Não era figura da cruz quando transformou a água em sangue, quando devorou as falsas serpentes dos magos, quando separou as águas do mar com o poder do seu golpe, quando as fez voltar ao seu curso normal, afogando os inimigos e salvando aqueles que eram o povo de Deus?

 

Símbolo da cruz foi também a vara de Aarão, quando se cobriu de folhas num só dia para indicar quem devia ser o sacerdote legitimo.

 

Abraão também prenunciou a cruz, quando colocou seu

filho amarrado sobre o feixe de lenha.

 

Pela cruz, a morte foi destruída e Adão recuperou a vida.

Pela cruz, todos os apóstolos foram glorificados

e todos os mártires coroados e todos os que crêem, santificados.

 

Pela cruz, fomos revestidos de Cristo ao nos despojarmos do homem velho.

 Pela cruz, nós, ovelhas de Cristo, fomos reunidos num só rebanho e destinados às moradas celestes”.

 

criado por peotacilio    20:36 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

Pe. Fabrício, mantenha acesa, em teu coração, a chama profética!

Pe. Fabrício, mantenha acesa,

em teu coração,  a chama profética!

 

 

Na alegria do Tempo Pascal, faço a Homilia da Primeira Missa do Neo Sacerdote, Pe. Fabrício.

 

Tão grande a responsabilidade, tão grande minha alegria!

 

No Evangelho de hoje, no sinal realizado por Jesus, a multiplicação dos pães, é um anúncio antecipado da Celebração da Eucaristia.

 

Quando verdadeiramente celebrada, acreditada, na vida deve ser prolongada, com a promoção da vida e da dignidade, a fim de que ninguém seja privado do pão, da alegria, de modo que não haja necessitados entre nós.  

 

Na Primeira Leitura contemplamos o início da vida da comunidade, os primeiros e corajosos passos dos apóstolos no anúncio, no testemunho do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e na alegria de sofrer por Ele.

 

Todo Sacerdote, pelo Sacramento da Ordem torna-se por excelência o Homem da Mesa da Palavra,  o Homem da Mesa do Altar Sagrado e o Homem da comunhão com as mesas quotidianas, para que nelas não falte o pão de cada dia!

 

O Lema da tua Ordenação Diaconal nos trouxe a Palavra do profeta Jeremias: “Tu me seduziste e eu me deixei seduzir”. O Lema da tua Ordenação Presbiteral nos diz: “O amor não cansa e nem descansa”, inspirado no grande São João da Cruz.

 

Pe. Fabrício, que você seja um Profeta Jeremias de nossos tempos, de amor incansável e incondicional por Deus. Eternamente seduzido pelo amor divino, mantendo acesa a chama e o ardor profético.

 

Mas o que é ser um Sacerdote profeta em nosso tempo?

 

Ensaio algumas breves respostas, que você poderá completar com a própria vida e com o ministério com o qual Deus te agraciou, fazendo reacender a mesma chama no coração daqueles que O Senhor já te confiou e há de confiar.

 

Ser profeta é:

 

Ù   Antes de tudo, um dom de Deus, uma resposta humana. A missão profética não é iniciativa da Igreja, tão pouco nossa, mas do Espírito Santo. Os profetas surgem onde e quando menos esperamos.

 

Ù   Ser ungido de Deus, unindo o culto à prática da justiça, constituído por Deus “para arrancar e demolir, para destruir e abater, para edificar e plantar (Jr 1,10)”.

 

Ù   Agir a partir de um encontro decidido, marcante e apaixonado por Cristo, portador de uma fé convicta, cultivando profunda intimidade com os mistérios divinos.

 

Ù   Permanecer na escola do Amor. Aprendizes do Mestre e de tantos testemunhos dos mártires e profetas de todos os tempos.

 

Ù   Ser aquele que acolheu, antes de anunciar, a Semente do Verbo, falando antes com a vida e depois com as palavras, para que sua profecia não seja um alienante contra testemunho.

 

Ù   Cultivar a coerência necessária entre a fé e a vida.

 

Ù   Estar plena e permanentemente aberto à vontade de Deus.

 

Ù   Ser anunciador de uma redenção radical do Povo de Deus, levando-o a purificação de todas as suas infidelidades.

 

Ù   Ser como os pobres e os humildes do Senhor, em constante educação da fé, em atitude de conversão do coração.  

 

Ù   Estar revestido da autoridade divina e jamais se enamorar com o autoritarismo, seja de que ordem for.

 

Ù   Ser portador da inquietude missionária, rezar todos os dias para manter acesa a chama do profetismo em seu ministério, renovando sempre a conduta de outrora, com invejável vigor (cf. Ap 2,5).

 

Ù   Ser portador e testemunha da gratuidade do amor divino alimentada na oração e na escuta da Palavra de Deus, em diálogo aberto e sincero, confiando a Deus suas inquietações, angústias, preocupações, alegrias, certezas, esperanças…

 

Ù   Irradiar e testemunhar a alegria de ser Igreja; uma Igreja santa e pecadora, tudo fazendo para torná-la mais santa…

 

Ù   Ser a voz de Deus no aqui e agora, em constante sintonia e abertura para captar o sopro do Espírito, agindo como mediador e porta voz de Deus.

 

Ù   Saber calar para que a voz de Deus possa ressoar.

 

Ù   Ter uma voz intrépida a denunciar o que contraria e uma voz incansável a anunciar o mundo querido por Deus.

 

Ù   Falar com a autoridade Daquele que o envia, portanto, é saber escutar, aprender e acolher a voz de Deus, para que todo povo tenha vida.

 

Ù   Ser, num mundo marcado por ruídos e barulhos ensurdecedores, o homem do silêncio que gera o novo.

 

Ù   Nutrir-se do Pão da Vida no Sacrifício Eucarístico para ser no mundo sinal da misericórdia divina, que se torna visível no cumprimento do amor ao próximo.

 

Ù   Ser mensageiro de um anúncio que não envelhece, não perde a pertinência e atualidade.

 

Ù   Ser testemunho de profunda espiritualidade, que só pode brotar de um coração sedento de humanidade.

 

Ù   Agir num lugar concreto e no quotidiano da vida, no chão da realidade.

 

Ù   Arriscar a vida contra toda incompreensão, solidão, abandono, perseguição…

 

Ù   Não se intimidar na luta incansável contra a idolatria.

 

Ù   Empenhar-se na luta pela libertação integral da pessoa e de todas as pessoas

 

Ù   Não se deixar devorar pelas estruturas de morte que devoram a vida.

 

Ù   Ser, por excelência, homem da esperança divina contra toda falta de esperança humana.

 

Ù   Possuir uma sexualidade integrada e integradora, de bem consigo e com todos.

 

Ù   Estar antenado, plugado, sempre acompanhando a conjuntura atual com renovado compromisso na construção de um projeto social novo, contra toda forma de exclusão e empobrecimento em constante amadurecimento crítico.

 

Ù   Buscar respostas para os desafios, não se conformando diante dos mesmos, procurando a libertação de todo mal, de toda e qualquer forma de eliminação da vida…

 

Ù   Não deixar perder o valor sagrado da vida diante dos avanços da biotecnologia, amando e defendendo a vida, desde a concepção até seu declínio natural.

 

Ù   Comprometer-se incansavelmente com a juventude que se degrada e se elimina – “juventude uma opção que não podemos deixar de fazer”.

 

Ù   Promover o cortejo da vida (caminho da esperança, ressurreição, transformação do choro de morte na alegria da vida), em contraposição aos cortejos de morte (sem esperança, fome, analfabetos, excluídos, drogados, vazios de sentido existencial, relativismo etc.).

 

Ù   Ser um poeta que sonha, mas que não sonha só, porque é parte de um povo que a Deus se consagra. Como poeta escreve a poesia e o canto de um mundo novo, onde todos possam viver como irmãos e filhos de um mesmo Pai.

 

Dar testemunho do amor de Deus, sobretudo pelos empobrecidos.

 

Peçamos ao Pai que faça de ti, Pe. Fabrício, um sacerdote profeta, pois, sem ele o povo perde o rumo de sua caminhada, perde os seus horizontes e mergulha num abismo de mediocridade, num deserto de esterilidade, num oceano de desumanidade, num lamaçal de atrocidades…

 

Ø    Quando se cala a voz do profeta campeia a força dos interesses falsos e impuros, chegando ao absurdo de não se ter vergonha da imoralidade e da absoluta perda da sanidade mental, espiritual, intelectual, psicológica …

 

Ø    Quando se cala sua voz, inaugura o permissivismo, o relativismo em que tudo é permitido até mesmo a eliminação da vida. Anuncia-se a morte de Deus para a proliferação de deuses. E a humanidade não pode ter futuro prescindindo de Deus.

 

Ø    Quando se cala sua voz irrompe a escuridão, instaura-se o caos.

 

Ø    Quando se cala sua voz robustece e multiplica a infidelidade e a idolatria.

 

 

Finalizo lembrando nosso Padroeiro em um de seus memoráveis sermões:

 

“Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas.

As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber:

A humildade, a pobreza, a paciência e a obediência;

Falamos estas línguas quando são as obras que falam.

Cessem, portanto, os discursos e falem as obras.

Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras.

Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas”.

 

Diz São Gregório:

“Há uma Lei para o pregador: que faça o que prega.

Em vão pregará o conhecimento da lei,

quem destrói a doutrina

por suas obras.”

 

Nossa gratidão e súplica a Deus para que você, Pe. Fabrício,

pela Palavra e pela vida, seja um Sacerdote Profeta!

 

Pe. Fabrício como disse Santo Anselmo:

 

“Que desejando a Deus O procure;

O procurando O deseje;

Que O amando, O encontre

E O encontrando, O ame sempre”!

 

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para sempre seja louvado!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 PS: a definição do ser profeta é encontrada no post - “que se reacenda em nós a chama profética” de 31/01/09, e que retomei com enfoque de uma primeira Missa e o Ministério Presbiteral.

 

 

 

 

criado por peotacilio    9:14 — Arquivado em: Homilias, Reflexões, atividade pastoral

19.4.09

Muito mais que sete verbos…

Muito mais que sete verbos…

 

 

 

 

Domingo de Páscoa recentemente celebrado.

Sete verbos aprendidos para conjugação.

Nos tempos Presente, Futuro, Passado.

Para quem acredita no Mistério da Ressurreição.

 

São sete verbos, mas são muito mais que, apenas, sete verbos.

Porque nos fazem aprendizes do Amado Eterno Verbo.

 

Amar é o primeiro verbo da Palavra Proclamada.

Amar a Deus com toda alma, força e entendimento.

Amar como resposta primeira por Ele esperada.

Amar sempre em íntimo e estreito relacionamento.

 

Amar critério que se impõe para todo seguidor Seu.

Amor puro, sincero, fiel, confiante, verdadeiro.

Amor que do lado trespassado, sangue e água verteu.

Que fez e faz como o discípulo, chegar primeiro.

 

Ver é o segundo verbo a ser conjugado.

Ver com olhos da alma, olhos do coração.

Ver como o pôde fazer o discípulo amado.

Ver nas aparências da ausência, a Ressurreição.

 

Acreditar na Vitória da Vida sobre a Morte.

Acreditar que a palavra última a Deus pertence.

Ao mundo foi alcançada nova e eterna sorte.

Acreditar que sem Ele ninguém vence.

 

Testemunhar como Pedro, com a palavra e a vida.

Que a prepotência humana cedeu à divina onipotência.

Testemunhar que a humanidade decaída foi reerguida.

Testemunhar sem medo, recuos, omissão e displicência.

 

Anunciar que Ele Reina, Ele Vive, porque é Senhor.

Anunciar que Nele está nossa Esperança e Salvação.

Anunciar que da Humanidade é único Redentor.

Que não dispensa nossos compromissos e participação.

 

Buscar as coisas do alto, por Paulo somos exortados.

Buscar os valores do Reino, as coisas celestiais:

Verdade, Amor, Justiça, Liberdade entrelaçados.

Quem busca as coisas divinas não se cansa jamais!

 

Esperá-Lo na glória futura que há de se manifestar.

O céu é possível para quem souber esperar.

Em espera vigilante e ativa haveremos de estar.

Em espera alegre, confiante, sem desesperar!

 

São sete verbos, mas são muito mais que, apenas, sete verbos.

Porque nos fazem aprendizes do Amado Eterno Verbo.

Sete verbos: Amar, ver, acreditar, testemunhar, anunciar,

Buscar as coisas do alto, a glória esperar e alcançar.

 

Conjugá-los em todos os momentos e circunstâncias.

Refaz nossa vida acenando o paraíso possível.

Conjugá-los e vivê-los em todas as instâncias.

Mundo novo é possível, porque por Deus é crível.

 

Se na Quaresma contemplamos o Incrível Amor.

Na Páscoa podemos dizer sem hesitações e temores:

Ó Eterno e Incrível Amor! Que maravilha de Amor!

Que nos faz com Ele e Nele, mais do que Vencedores!

 

 

criado por peotacilio    13:40 — Arquivado em: Homilias, Poesia, Reflexões, atividade pastoral

18.4.09

Coração fortalecido, rosto iluminado!

Coração fortalecido, rosto iluminado!

 

 

Do século IV nos vem um pequeno trecho da

Catequese de Jerusalém:

 

Ù  “Se foste bem instruído pela doutrina da fé, acreditas firmemente que aquilo que parece pão, embora seja como tal sensível ao paladar, não é pão, mas é O Corpo de Cristo.

 

Ù  E aquilo que parece vinho, muito embora tenha esse sabor, não é vinho, mas é O Sangue de Cristo.

 

Antigamente, bem a propósito, já dizia Davi nos Salmos:

 

Ù  O pão revigora o coração do homem e o óleo ilumina a sua face (Sl 104,15). Fortifica, pois, teu coração, recebendo esse pão espiritual e faze brilhar a alegria no rosto de tua alma.

 

Ù  Com o rosto iluminado por uma consciência pura, contemplando como num espelho a glória do Senhor,

possas caminhar de claridade em claridade, em

Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem sejam dadas

 honra, poder e glória pelos séculos sem fim. Amém!”.

 

Prazerosamente recorramos ao Salmo citado:

 

“De vossa casa as montanhas irrigais,

Com vossos frutos saciais a terra inteira;

Fazeis crescer os verdes para o gado

E as plantas que são úteis para o homem;

 

Para da terra extrair o seu sustento

E o vinho que alegra o coração,

O óleo que ilumina a sua face

E o pão que revigora suas forças”.

 

Relacionar o Salmo com a Eucaristia que Jesus instituiu como sinal permanente do Seu Amor por nós, leva-nos a concluir que:

Ù  Nela, na Palavra Proclamada, somos iluminados. Nosso coração arde!

 

Ù  Nela, com O Pão e o Vinho somos fortalecidos, revigorados, nutridos, inebriados… Nossos olhos se abrem!

 

Na Eucaristia a força, a alegria e a luz!

 

Ù  Tenhamos, como eucarísticos que o devemos ser, a alegria no rosto de nossa alma, porque não nos alimentamos de um pão qualquer, mas do Pão que não passa.

O PÃO DA ETERNIDADE!

 

O grande teólogo, Bispo e Doutor da Igreja,

Santo Tomás de Aquino, afirmou que:

 

Ù  Não há outro sacramento mais salutar do que este, pois Nele, os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa);

 

Ù  Nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada, enriquecida de todos os dons espirituais.

 

Santo Inácio de Antioquia definia o Pão eucarístico como

 “remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.

 

Para que a Páscoa seja Alegria transbordante,

Tenhamos o coração fortalecido e o rosto iluminado!

Aleluia!

 

criado por peotacilio    16:45 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

16.4.09

Olhos que se abrem, corações que ardem…

Olhos que se abrem, corações que ardem…

  

A Poesia abaixo fiz para apresentar na Celebração dos 22 anos da Pastoral da Criança na Diocese de Guarulhos. Contamos com a presença das líderes da Pastoral da Criança, mães, gestantes, crianças, padres, autoridades….

E a memorável presença da extraordinária Dra. Zilda Arns, que nos dirigiu palavras de sabedoria e profecia, encanto e ternura, revigorando-nos no trabalho em favor da vida e vida abundante…

Que Deus a abençoe e a toda Pastoral da Criança, por ela sonhada, inaugurada há 25 anos no Brasil…

 Reedito, inspirado na passagem do Evangelho dos discípulos de Emaús, a poesia que escrevi para estes fatos acima mencionados.

Naquela tarde, dois discípulos para Emaús caminhavam:
Desilusão, fracasso, sonhos frustrados, pura decepção.
Ainda não tinham acolhido no mais profundo de si mesmos
A novidade da Boa Nova da Ressurreição.

É a caminhada daqueles que se dobram diante da morte,
Daqueles que da lutam se retiram na perda do sentido.
Daqueles que da vida nada mais esperam,
A não ser viver apenas por ter vivido.

Cléofas e o anônimo discípulo no Evangelho mencionados.
Imagens da não vida, do vazio, escuridão e não confiança.
Que não seja eu, nem cada um de nós aqui presentes.
Imagem daqueles para quem já não há mais esperança;

Mas caminhando, redescobrem a chama que fora acesa,
Repensam o caminho e refazem seus sonhos e planos
Acolhem na intimidade Aquele que dera Sua vida
Para que o mundo fosse mais fraterno e humano.

Que tarde memorável daqueles que somos nós
Que no caminhar, o Verbo que fora vivo e morto
Agora com eles Ressuscitado para sempre está.
Âncora segura, luz resplandecente, seguro porto.

Daqueles lábios de que tantas palavras se ouviram,
Agora voltam a acolher outras belas e tantas
Somente destes lábios saem palavras que ardem
Pois não são vazias, porque são eternas e santas.

Corações que ardem ao acolherem aquelas memoráveis palavras
Palavras que no dia a dia plenificam, preenchem, sustentam.
Palavras de sabedoria que sustentam, revigoram e corrigem.
Palavras vivas para quem com a vida compromete, pois por Ela se orientam.

Olhos que se abrem, dos discípulos ontem e em todo tempo.
Olhos que se abrem quando o Pão Verdadeiro é partilhado
Gesto que Ele tantas vezes com eles realizara,
Sinal profético do banquete a ser na vida prolongado.

Só é possível reconhecer a presença do Ressuscitado,
Quem com Ele se puser sem dúvida e medo a caminho.
Quem a Ele abrir o coração e a Sua ardente Palavra.
Suportando com amor dificuldades, dores e espinhos.

Só é possível reconhecer a presença do Ressuscitado,
Quem com Ele a mesa se assentar para o Pão partilhar,
Na Mesa da Eucaristia belas lições sempre aprender.
Prolongando-as na vida, vida nova há de brilhar.

Pastoral da Criança experiência atualizada de Emaús.
São homens e mulheres que para lá jamais hão de voltar.
Pois sabem que a Jerusalém é aqui mesmo.
Contra as forças da morte com disposição a enfrentar.

São tantos corações que ardem, olhos que se abrem!
De Zilda Arns, Bispos e Padres, Marias, Raimundas e Cidas,
Religiosos, religiosas, lideres e seminaristas,
Enamorados por Cristo, apaixonados pelo Deus da Vida.

Incontáveis corações que ardem, olhos que se abrem!
D.João Bergese, D. Luiz, Irmã Ivani e Maria Domingas,
Pe. Berardo, Afonsina, Regina e Magnólia,
Irmã Otélia, Zenóbia, Irmã Liliane, Pe. Cosme.

Incansáveis corações que ardem, olhos que se abrem!
Pe Jacques, Pe. João Miasi, Pe. João Roque, Pe. Aparecido,
Nice, Ir. Terezinha, Vanda, Helena, Alice, Lourdes, Pe. Mauro,
Maria Língua, Pe. Gerson, Cida Martinhão, Pe. José Carlos.

Inumeráveis corações que ardem, olhos que se abrem!
Pe. Kalef, Vilma Inês, Pe. Tarcísio, Pe. Gildarte, Conceição,
Leonice, Pe. Valdocir, Pe. Romualdo, Pe. Limderman.
Se algum nome aqui não pronunciado, mesma estima e consideração!

Imbatíveis corações que ardem, olhos que se abrem!
Anjos da Pastoral, lideres, agentes e voluntárias
Maioria são mulheres, que com alegria e coragem,
Como Maria de Nazaré, disponíveis e solidárias

Que a graça do Amor de Deus no coração seja impresso,
Acendei Senhor, em nós, a chama do amor sedutor e eterno.
Tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa,
e com pouco trabalho, faremos o mundo mais belo e fraterno.

Olhos que se abrem, corações que ardem!
Ontem, hoje e sempre, em tantas pastorais também.
Olhos que se abrem, corações que ardem!
No coração de tua amada Igreja, Amém!

 

 

 

criado por peotacilio    21:59 — Arquivado em: Poesia, Reflexões, atividade pastoral

Com a Páscoa do Senhor…

 

Com a Páscoa do Senhor,

o Amor de Deus nos eternizou!

 

 

 

Um pequeno trecho da Homilia de um autor antigo da Tradição Cristã:

 

v    “A Paixão do Salvador é a Salvação da vida humana. Precisamente para isso Ele quis morrer por nós, a fim de que, acreditando Nele, vivamos para sempre. Ele quis, por algum tempo, tornar-Se o que somos, para que, alcançando a Sua promessa de eternidade, vivamos com Ele para sempre…”

Uma citação Paulina que nos marca, sobretudo, neste Tempo Pascal em que vivemos:

v    “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele. Sabemos que Cristo Ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre Ele. Pois Aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas, mas Aquele que vive é para Deus que vive. Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo”  (Rm. 6,8-11).

      

Uma pequena poesia, para este maravilhoso Tempo Litúrgico:

 

 O Amor Divino é eterno e forte.

Na humanidade de Jesus a morte,

Na ação do Pai pelo Espírito a perenidade.

No Corpo ressuscitado a eternidade.

 

O Amor Divino é eterno e presente.

De poder incomensurável, onipotente.

Na glorificação do Corpo do Filho amado,

O mistério da morte enfim foi derrotado.

 

Jesus assumiu a temporalidade provisória,

Num determinado momento da História.

Amor intenso pela humanidade vivido,

Somente o céu poderia ter merecido.

 

Sua temporalidade abriu-nos a eternidade.

Morto, na cruz, assumiu nossa fragilidade.

Com O Espírito e O Pai reina absoluto.

Não há mais morte, dor, pranto nem luto.

 

Aleluia!

 

O Senhor Ressuscitou! O Amor venceu!

O grão no chão morreu, floresceu, frutificou!

Ele que sofrimento não mereceu e suportou,

Por Sua Morte e Ressurreição nos eternizou!

 

Aleluia!

 

 

 

 

criado por peotacilio    11:10 — Arquivado em: Poesia, Reflexões, atividade pastoral

Ser Presbítero e o Ser do Presbítero…

Ser Presbítero e o Ser do Presbítero,

para Presbítero o Ser…

 

 

Recentemente celebrei a Eucaristia no Seminário de nossa Diocese.

No ardor dos vinte e um anos de sacerdócio, que celebrava, fiz com os seminaristas uma reflexão que agora amplio e a todos apresento.

 

O que a Palavra nos diz, como Presbíteros

que somos ou que o desejamos ser?

 

Olhando para trás, vendo o caminho percorrido, aprendemos com nossa querida Igreja que:

 

 

O PRESBÍTERO É:

 

 

Ø    Homem antes de tudo, sem perda de sua humanidade, com todas as limitações, vicissitudes, imperfeições…

 

Ø    Homem que coloca toda sua humanidade (barro) nas Mãos Divinas, por Ele deixando ser moldado, carregando a preciosidade, incomensurável, da graça do Batismo, da Consagração e da Ordenação;

 

Ø    Homem da Palavra e de palavra acolhe e anuncia a Palavra Sagrada, tornando-a crível porque mantém a palavra dada;

 

Ø    Homem apaixonado, incondicionalmente, por Jesus, exigência principal e fundamental para ser feliz em seu ministério, a exemplo do Profeta Jeremias;

 

Ø    Homem da fidelidade aos desígnios divinos, com sua incomparável e realizadora sedução, como tantos profetas da Bíblia;

 

Ø    Homem que prima pela coerência e transparência – não são duas pessoas em uma só, uma do altar e outra do cotidiano;

 

Ø    Homem que vivencia a pascalidade cotidiana em tudo e com todos, em constantes passagens do provisório para o eterno; do efêmero para o indispensável; transitando das trevas para a luz, da opressão para a liberdade; da tristeza para a alegria; da angústia para a esperança; do ódio para o amor; do rancor para o perdão; da morte para a vida;

 

Ø    Homem da Eucaristia celebrada, acreditada, vivida e prolongada em todas as dimensões de sua vida;

 

Ø    Homem que conjuga, em todos os tempos, o verbo Eucaristizar;

 

Ø    Homem da provação e da tribulação, acompanhadas da confiança divina inabalável;

 

Ø    Homem da constância e da perseverança nas mais diversas circunstâncias;

 

Ø    Homem que relativiza as riquezas que passam e abraça, sem medo, as que não passam;

 

Ø    Homem Servo da Palavra, da Igreja, da Comunidade e da Humanidade, em constante atitude de lava-pés;

 

Ø   Homem que por sua vida e presença junto à comunidade, torna possível a visibilidade e a tocabilidade divina no Pão e Vinho Consagrados, tornando Deus visível por sua vida;

 

Ø    Homem do Mistério e de tantos Mistérios, sem ser misterioso;

 

Ø   Homem de horizontes largos, de sã utopia cristã, contra toda mesquinhez de vãs filosofias e imediatismos;

 

Ø    Homem que carrega em si, não a saudade do paraíso, mas o desejo e compromisso de sua realização, como eterno sonho e compromisso, no alegre, incansável e auspicioso anúncio do Reino;

 

Ø   Homem da oração e da intimidade com Deus, por isto não reduz a oração a práticas cronometradas, mas a mesma envolve todo o seu ser,  impregna todo o seu existir, aprofundando e enraizando a amizade divina;

 

Ø   Homem celibatário e casto, de amizades múltiplas, mas de coração indiviso, numa resposta livre e incondicional, totalmente a Deus consagrado;

 

Ø    Homem do perdão vivenciado e testemunhado, nas pegadas do Mestre;

 

Ø    Homem discípulo, logo, homem da ternura divina e da fraternidade humana;

 

Ø    Homem eterno aprendiz do Mandamento Maior do Amor, confiado por Nosso Senhor;

 

Ø    Homem arauto, que porta como mensageiro, a Mensagem de todas as Mensagens, a Boa Nova do Evangelho…

 

 

REZEMOS PELOS NOSSOS SACERDOTES,

POR TODOS OS MINISTROS DA IGREJA.

 

Evidentemente, ninguém chegou à perfeição de tudo que se disse,

 mas se plantado no coração, regado com a oração,

frutos saborosos hão de frutificar.

 

Não basta querer Ser Presbítero, mas é preciso que vivamos intensamente o seu Ser,

para Presbítero íntegro e santo o  Ser…

 

Nunca sem a oração, o apoio, o carinho e

a colaboração de uma 

Comunidade orante!

 

 

criado por peotacilio    10:58 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

13.4.09

Que Amor! Que incrível Amor!

Que Amor! Que incrível Amor!

Façamos o mesmo…

 

 

 

 

 

Ø     E depois de termos percorrido o itinerário quaresmal com os exercícios que nos foram propostos?

 

Ø     E depois de termos plantado as sementes de amor, verdade, justiça e liberdade nos jardins quaresmais de nossos corações?

 

A resposta é indubitável: exultamos de alegria, pois nasceram flores pascais.

O Aleluia é a melhor palavra para expressar nossa exultação, nossa vitória.

 

Foi um longo, belo e profundo  caminho…

 

Ø     Com Jesus, no deserto, aprendemos a vencer as tentações satânicas que destroem o Projeto Divino (ter, poder, ser).

 

Ø      Desde a montanha, no Tabor, esforçamo-nos para ouvir melhor O Filho Amado, contemplamos Sua glória sem, na montanha, fixar moradas eternas.

 

Ø     Fomos desafiados a descer para colocar em prática a Sua Palavra na planície, assumindo o compromisso intransferível de transformar a realidade de irmãos e irmãs desfigurados.

 

Ø     A purificação do templo reafirmou que a religião agradável a Deus é a prática fidedigna de Sua Lei, contida no Decálogo, sintetizada no amor a Deus e ao próximo, inseparavelmente.

 

Ø     Contemplamos, diversas vezes, um Deus que tanto nos ama, não poupando Seu Único Filho, que no caminho da fidelidade, nos amou até o fim. Descendo ao fundo do poço da miséria e da solidão humana, experimentou tudo o que podemos experimentar, exceto o pecado.

 

Ø     Esvaziando-Se de tudo, de toda Sua condição divina, morreu na morte infame da cruz, mas o Pai O exaltou, O glorificou, dando ao amor a última palavra e a promessa da eternidade para todos que Nele crerem.

 

“Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e Sua Ressurreição nos trouxe vida nova”.

 

Por tudo isto exclamamos: Que Amor! Que incrível Amor!

Amor assim não poderia ter ficado morto nas catacumbas.

O Pai O Ressuscitou! Aleluia!

O amor falou mais forte que o ódio;

A onipotência divina falou mais alto que a prepotência e a arrogância humana;

A fidelidade a Deus não ficou sem resposta;

A luz prevaleceu sobre as trevas;          

As sombras deram lugar ao esplendor do Cristo Glorioso, para que

“… DIANTE DELE TODO JOELHO SE DOBRE E TODA LÍNGUA PROCLAME – JESUS É O SENHOR!" (Fp 2,10-11).

        

Não cansamos de repetir: QUE AMOR! QUE INCRÍVEL AMOR!

                     

Agora é a nossa vez de viver o mesmo amor, sobretudo, neste Tempo Pascal e em todo o tempo, até que um dia vivamos a plenitude do amor: Céu!

 

 PS: Artigo para Jornal Voz Viva - Edição de Abril de 2009 - Paróquia S.Antonio Gopoúva

criado por peotacilio    10:39 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

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