
O Mistério da Eucaristia em nossa vida!
Verdadeira Sabedoria é luz que ilumina o mundo e a humanidade!
Ó augustíssimo Mistério da Eucaristia na vida do
Presbítero e de todo cristão!
Ó beleza tão antiga e tão nova no mistério do
Pão Celerado e Eucaristizado encontrado!
Presidir a Celebração Eucarística é presidir o sacramento dos sacramentos, cume e fonte da vida cristã.
É a Celebração do sacrifício verdadeiro e pleno, sacramento e memorial da paixão de Cristo, oferecido pelo presbítero a Deus Pai, com a comunidade, na pessoa de Cristo, cumprindo às vezes de Cristo, na forma de pão e vinho, que são verdadeiramente o Corpo e Sangue de Cristo, verdadeira comida e verdadeira bebida.
Ponhamo-nos a refletir sobre tão grande Sacramento a partir da sabedoria de dois Santos da Igreja e de dois Papas muito próximos a nós. Cada um, ao seu modo e tempo, enriqueceu o depósito da fé da Igreja:
O grande teólogo, Bispo e Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, afirmou que não há outro sacramento mais salutar do que este, pois nele, os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa); nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada, enriquecida de todos os dons espirituais.
Santo Inácio de Antioquia definia o Pão eucarístico como
“remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.
O Papa João Paulo II, em seus últimos escritos sobre Eucaristia, colocou em nossas mãos reflexões belíssimas sobre a Eucaristia, que acredito sejam leituras obrigatórias para todo Agente de Pastoral (Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004), cito apenas algumas:
“A Eucaristia é amor levado ao extremo”;
“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;
“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;
“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde
o abismo da santidade de Deus”;
“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre
sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste,
que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho”;
“… o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende
a tornar-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade
em todas as circunstâncias da vida… a Eucaristia como
uma grande escola de paz…”
Participar da comunhão com Cristo leva-nos, necessariamente, à comunhão com o próximo, no exercício da caridade, que é o amor em ação.
O Papa Bento XVI em sua primeira Carta Encílica “Deus Caritas est” refere-se à comunhão, como um ato a ser celebrado com conseqüências concretas na vida de cada pessoa e de toda a sociedade:
“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a
Sua ação em nós e através de nós”.
Multiplicando gestos de solidariedade e justiça, expressão concreta do mandamento do amor a Deus e ao próximo, como também é inseparável a relação do mandamento do amor e a Eucaristia.
Inevitavelmente algumas questões se nos apresentam:
Como tornar a nossa vida mais Eucarística, experimentando já as delícias do Banquete eterno preparado por Deus para nós?
Como favorecer participação mais ativa, piedosa e consciente em nossas celebrações, como O Mistério exige e merece?
Concluindo:
Que a Sabedoria dos Santos e Bispos, acima mencionados, nos ajude a romper as sombras de nossos caminhos em busca do Banquete Eterno sem nos esquecermos das mesas de nosso quotidiano!
Que em cada Eucaristia, ao Celebrar o Mistério do Amor de Deus, por este amor sejamos envolvidos e revigorados para as ações concretas e necessárias que dela são solicitadas.
Que Celebrando o Mistério da Eucarística tornemos nossa vida mais Eucarística e reaprendamos, mais proficuamente, a conjugar e viver o verbo eucaristizar.
Eucaristizar não vão e inútil neologismo…
Eucaristizar a vida há de ser a lógica de todo existir…
Eucaristizar é ter de Jesus mesmos sentimentos e pensamentos, plenamente a Ele configurado!
Eucaristizar é fazer dela, a Eucaristia, a fonte e ápice de nossa vida!
Eucaristizar é empenho incansável no bom combate da fé, até que alcancemos a plenitude da vida, participando do banquete nupcial do Cordeiro até que um dia participemos plenamente no Banquete da Eternidade.
Eucaristizar é nutrir-se do manancial de amor, Jesus!
Fonte de vida, ternura, luz e paz!
Amém!
PS: Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. Nº123.
Reeditado para o blog.