Pe. Otacilio F. Lacerda

Artigos, textos e poesias para meditação, reflexão.

20.11.09

Falando sobre o amor…

Falando sobre o amor…

 

Uma conversa hipotética e interminável…

 

Livre pensar, sem pretensão alguma mais, a não ser de ajudar a crescer e amadurecer no que há de essencial do cristianismo: Amar!

Livre pensar para evangelicamente amar!

Livre pensar para o Mandamento Maior vivenciar.

Livre pensar para melhor viver e proclamar.

Livre pensar para o amor anunciar e testemunhar!

 

 Apóstolo Paulo, diga-me duas palavras apenas sobre o amor:  

 

“O amor é a plenitude da lei” e “O amar jamais passará”

E permita-me pedir a terceira:

“Nada fiqueis devendo, a não ser o amor mútuo”

 

Até mais do que três você poderia dizer…

Suas Cartas que o digam…

 

Santo Agostinho, diga-me duas palavras também:

 

A medida do amor é amar sem medida.”

 “Ame e faça o quiseres”

 

E uma terceira, se também eu puder pedir:

 

“Tarde Te amei, ó beleza tão antiga e tão nova…”

 

Se me permite transcorrer alguns séculos…

Agora pergunto a um cantor/poeta:

Qual é o sinônimo de amor e ele me responderá:

“Sinônimo de amor é amar!”

E outro assim cantou…

Se não exatamente, mas o que ficou em minha finita memória, o que foi filtrado pelo coração:

“O amor por ser exato, revela-se, por ser amor, invade e fim!”

 

E assim, concluo esta hipotética e interminável conversa…

Sem desejo de escândalo causar, como já bem o disse.

 

Interminável por que, o amor é indizível!

Quanto se diga, quanto se há de viver…

Quanto há de se amar, dívida salutar…

A dívida de amor é amar!

Ó maravilhosa dívida que a todos nos enriquece,

Quanto mais a pagamos,

 Mais a vida de teias consistentes se tece!

 

criado por peotacilio    16:11 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

19.11.09

Vigiar é…

 

Vigiar é…

 

 

Com o Tempo do Advento, a Igreja Católica começa mais um ano Litúrgico…

Os Prefácios da Oração Eucarística deste tempo são de riqueza imensa e nos inspira a escrever breves linhas.

Falam da vida do Senhor em momentos diferenciados, mas não isolados.

Ainda que possamos falar em separado, mas jamais isolados…

São absolutamente inseparáveis!

Ele veio, na primeira vinda, na fragilidade de uma criança, encarnando-Se e realizando o Mistério de nossa Redenção pela Sua vida doada e pregada na Cruz.

Ele vem na vinda intermediária, que nos separa, mas ao mesmo tempo nos coloca em perfeita comunhão e vigilância para com a da segunda vinda.

Ele virá na segunda, glorioso, revestido de poder e majestade!

Neste dia passará o mundo presente e surgirá um mundo novo e uma nova terra…

 

Na vinda intermediária, neste tempo que vivemos, Ele vem ao nosso encontro presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização de Seu Reino.

 

É o tempo da Vigilância, de modo que o Advento se constitui no tempo da alegre espera vigilante do Senhor para que possamos preparar mais um Santo e Verdadeiro Natal, para além, mas muito além do Natal das vitrines, lojas e compras, luzes e árvores artificiais.

 

Advento é tempo de nos enxertarmos mais decididamente na Árvore da Vida, para que os frutos apareçam abundantemente e a Sua luz possa iluminar a todos com quem convivemos no dia a dia.

Tempo de vigilância!

Tempo de conjugarmos o verbo vigiar, no presente, pretérito e futuro. Da primeira pessoa do singular até a terceira do plural…

O verdadeiro discípulo deve estar sempre “vigilante”!

Vigiar pede de nós algumas atitudes.

Eis algumas que dão conteúdo e sentido a necessária vigilância:

Vigiar é cumprir os compromissos assumidos no dia do batismo; Vigiar é ser um sinal vivo do amor e da bondade de Deus no mundo; 

Vigiar é não esquecer que toda vida cristã é uma caminhada rumo ao encontro final com Cristo Salvador e Juiz;

Vigiar é sentir-se responsável pela “casa” de Deus, protegendo-a de invasões estranhas, ideológicas, transitórias e parasitárias;

Vigiar é cumprir a Missão recebida: dar testemunho de Jesus e do Seu evangelho;

Vigiar é não viver como se a vida se reduzisse à duração terrena, finita, sem horizontes de eternidade, mas viver sempre na expectativa da revelação plena do Senhorio de Jesus;

Vigiar é empenhar-se na solidificação e santificação de nossas famílias;

Vigiar é viver intensamente a vida da Comunidade que fazemos parte, como pedras vivas, escolhidas e queridas de Deus;

Vigiar é assumir nossos compromissos pastorais a cada dia, por amor e no Amor, motivação única e insubstituível, certeza de êxito e fidelidade até o fim;

Vigiar é ser no mundo fermento, sal e luz;

Vigiar é fazer da profissão não algo penoso, mas participação agraciada por Deus na realização de Sua obra da criação, é ser co-criadores com Deus;

Vigiar é multiplicar momentos de intensa comunhão com Deus na oração, recolhimento necessário para fortalecer nossa intimidade com Ele, para que as boas obras se multipliquem, testemunhando esta comunhão de amor que gera belas flores e saborosos frutos;

Vigiar é assumir um caminho de alegre expectativa de Sua chegada, com revisão de nossos projetos e caminhos, podendo culminar na busca de Sua misericórdia pelo Sacramento da Penitência, com uma boa confissão e mudança de vida.

Vigiar é viver sempre empenhado e comprometido na construção de um mundo de vida, de amor e de paz…

Vigiar é:

Vigiar, vigiar…

Vigiar sempre, para que possamos acolhê-Lo, com alegria, em mais um Natal que se aproxima!

 

PS: Reeditado e repostado para quando o Advento chegar…

criado por peotacilio    14:54 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

18.11.09

O Mistério da Eucaristia em nossa vida!

                                          

O Mistério da Eucaristia em nossa vida!

 

Verdadeira Sabedoria é luz que ilumina o mundo e a humanidade!

Ó augustíssimo Mistério da Eucaristia na vida do

Presbítero e de todo cristão!

Ó beleza tão antiga e tão nova no mistério do

Pão Celerado e Eucaristizado encontrado!

Presidir a Celebração Eucarística é presidir o sacramento dos sacramentos, cume e fonte da vida cristã.

É a Celebração do sacrifício verdadeiro e pleno, sacramento e memorial da paixão de Cristo, oferecido pelo presbítero a Deus Pai, com a comunidade, na pessoa de Cristo, cumprindo às vezes de Cristo, na forma de pão e vinho, que são verdadeiramente o Corpo e Sangue de Cristo, verdadeira comida e verdadeira bebida.

Ponhamo-nos a refletir sobre tão grande Sacramento a partir da sabedoria de dois Santos da Igreja e de dois Papas muito próximos a nós. Cada um, ao seu modo e tempo, enriqueceu o depósito da fé da Igreja:

O grande teólogo, Bispo e Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, afirmou que não há outro sacramento mais salutar do que este, pois nele, os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa); nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada, enriquecida de todos os dons espirituais.

 Santo Inácio de Antioquia definia o Pão eucarístico como

“remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.

O Papa João Paulo II, em seus últimos escritos sobre Eucaristia, colocou em nossas mãos reflexões belíssimas sobre a Eucaristia, que acredito sejam leituras obrigatórias para todo Agente de Pastoral (Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004), cito apenas algumas:

A Eucaristia é amor levado ao extremo”;

“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;

“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;

“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde

o abismo da santidade de Deus”;

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre

sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste,

que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho”;

“… o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende

a tornar-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade

em todas as circunstâncias da vida… a Eucaristia como

uma grande escola de paz…”

                                

Participar da comunhão com Cristo leva-nos, necessariamente, à comunhão com o próximo, no exercício da caridade, que é o amor em ação.

O Papa Bento XVI em sua primeira Carta Encílica “Deus Caritas est” refere-se à comunhão, como um ato a ser celebrado com conseqüências concretas na vida de cada pessoa e de toda a sociedade:

“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a

Sua ação em nós e através de nós”.

Multiplicando gestos de solidariedade e justiça, expressão concreta do mandamento do amor a Deus e ao próximo, como também é inseparável a relação do mandamento do amor e a Eucaristia.

 

Inevitavelmente algumas questões se nos apresentam:

Como tornar a nossa vida mais Eucarística, experimentando já as delícias do Banquete eterno preparado por Deus para nós?

Como favorecer participação mais ativa, piedosa e consciente em nossas celebrações, como O Mistério exige e merece?

 

Concluindo:

Que a Sabedoria dos Santos e Bispos, acima mencionados, nos ajude a romper as sombras de nossos caminhos em busca do Banquete Eterno sem nos esquecermos das mesas de nosso quotidiano!

 

Que em cada Eucaristia, ao Celebrar o Mistério do Amor de Deus, por este amor sejamos envolvidos e revigorados para as ações concretas e necessárias que dela são solicitadas.

 

Que Celebrando o Mistério da Eucarística tornemos nossa vida mais Eucarística e reaprendamos, mais proficuamente, a conjugar e viver o verbo eucaristizar.

 

Eucaristizar não vão e inútil neologismo…

Eucaristizar a vida há de ser a lógica de todo existir…

Eucaristizar é ter de Jesus mesmos sentimentos e pensamentos, plenamente a Ele configurado!

Eucaristizar é fazer dela, a Eucaristia, a fonte e ápice de nossa vida!

Eucaristizar é empenho incansável no bom combate da fé, até que alcancemos a plenitude da vida, participando do banquete nupcial do Cordeiro até que um dia participemos plenamente no Banquete da Eternidade.

Eucaristizar é nutrir-se do manancial de amor, Jesus!

Fonte de vida, ternura, luz e paz!

Amém!

 

PS: Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Ed. Nº123.

Reeditado para o blog.

 

criado por peotacilio    16:22 — Arquivado em: Reflexões, artigos Folha Diocesana de Guarulhos, atividade pastoral

16.11.09

Enquanto O Senhor não vem!

Enquanto O Senhor não vem!

 

Na Missa, após a consagração do pão e do vinho, temos a  Anamnese, que é a memória dos acontecimentos da Salvação (nomeadamente a Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação de Cristo: 

“Anunciamos Senhor a Vossa morte e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde Senhor Jesus!”

O Bispo Santo Agostinho refletindo o Salmo 95,13, que trata do julgamento divino e os sacrifícios agradáveis ao Senhor, muito nos ajuda a entender a anamnese que dizemos em toda Missa e este preciosíssimo versículo do Salmo mencionado.

“… Amamos e temos medo da Sua vinda.

Será que amamos? Ou amamos muito mais nossos pecados? Odiemos, portanto, estes mesmos pecados e amemos

Aquele que virá castigar os pecados.

Ele virá, quer queiramos, quer não.

Se ainda não veio, não quer dizer que não virá.

Virá na hora que não sabes; se te encontrar preparado,

não haverá importância de saberes…

Porque és injusto, não será justo o juiz?

Ou porque és mentiroso, não será veraz a verdade?

Se queres, porém encontrar O Misericordioso, sê tu misericordioso, antes de Sua chegada: perdoa, se algo foi feito contra ti, dá daquilo de que tens em abundância.

Donde vem aquilo que dás, não é Dele? Se desses do que és teu, seria liberalidade, quando dás do que é Dele, é devolução.

Que tens que não recebeste? (1 Cor 4,7).

São estes os sacrifícios mais aceitos por Deus:

Misericórdia, humildade, louvor, paz, caridade.

Ofereçamo-los com confiança e esperemos a vinda do juiz que julgará o orbe da terra com equidade, e os povos em sua verdade

(Salmo 95,13)”.

 

Ele veio, vem e virá.

Veio à primeira vez, virá pela segunda: glorioso!

Enquanto Ele não vem estamos alegremente vigilantes, em oração e ação. Comprometidos com Sua chegada.

Quando? Não sabemos!

Nem nos cabe saber, somente O Pai o sabe.

Importa que estejamos preparados.

 

Caminhando para o final de mais um ano, é sempre tempo fecundo de avaliação…

ü     Como estamos preparando a vinda do Senhor?

ü     Quais os sacrifícios agradáveis ao Senhor que se notabilizam em nossa vida?

ü     O que precisamos colocar em ordem para que a vinda do Senhor não nos surpreenda?

 

Encerro com o refrão do canto pós-comunhão da Missa de hoje:

“Vigia esperando a aurora,

“Qual noiva esperando o amor.

É assim que o servo espera

A vinda do seu Senhor…”

 

 

 

criado por peotacilio    23:27 — Arquivado em: Reflexões, atividade pastoral

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

 

 

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

Misericórdia a ser vivida, acompanhada de louvor!

 

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

Humildade assumida faz crescer verdadeiro temor!

 

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

Paz a ser promovida, superando todo ódio e rancor!

 

Enquanto aguardamos, vigilantes, a vinda do Senhor!

Caridade, pequenos gestos tornam-se grandes, pelo amor!

criado por peotacilio    23:21 — Arquivado em: Poesia, Reflexões

Enquanto O Senhor não vem!

Enquanto O Senhor não vem!

 

Enquanto O Senhor não vem!

Misericórdia sempre. Amém!

 

Enquanto O Senhor não vem!

Humildade indispensável. Amém!

 

Enquanto O Senhor não vem!

Louvor a Deus agradável. Amém!

 

Enquanto O Senhor não vem!

Paz plenitude de vida. Amém!

 

Enquanto O Senhor não vem!

Caridade inteligente. Amém!

 

criado por peotacilio    22:53 — Arquivado em: Poesia, Reflexões

Enquanto O Senhor não vem…

Enquanto O Senhor não vem…

 

Enquanto O Senhor não vem…

Misericórdia há de se viver, nos convém!

 

 

Enquanto O Senhor não vem…

Humildade no relacionar, é que nos mantém!

 

 

Enquanto O Senhor não vem…

Paz,  missão de todos, não apenas de alguém!

 

 

Enquanto O Senhor não vem…

Caridade, gestos que Mistério de Deus contém!

 

 

Enquanto O Senhor não vem…

Louvor à Trindade, Amém, Amém!

 

 

Cinco sacrifícios pelo Senhor mais aceitos,

Expressam a verdade, justiça, liberdade, direito.

 

 

Cinco sacrifícios pelo Senhor mais aceitos,

Na vigilância, a serem vividos pelo povo eleito!

 

 

Cinco sacrifícios pelo Senhor mais aceitos,

Que bem vividos nos fazem mais perfeitos.

 

 

 

 

 

criado por peotacilio    22:41 — Arquivado em: Poesia, Reflexões

13.11.09

A Morte da Morte: Ó bela passagem…

 

 

A Morte da Morte:

Ó bela passagem…

 

 

A morte como passagem!

Passagem para aonde? Interrogo-me.

A fé me dá a melhor resposta:

Para a eternidade: coragem!

 

A morte como desmonte!

Desmonte de sonhos e projetos.

Desabrochados em outro tempo…

Além de um tangível horizonte!

 

 

A morte é o “não mais”!

O não mais ver, sentir, tocar e escutar…

Mas, com a fé na Ressurreição do Senhor,

Novo modo de estar, rompimento jamais!

 

A morte como estilhaçamento!

Estilhaçamento com dores e lágrimas vertidas.

Mas, secas pelo Amor que a vida eterniza

Introduzindo no mais alto firmamento!

 

A morte que gera uma nova vida!

Nova vida presente no grão que na terra cai,

Rompendo a esterilidade da eterna solidão

Em vida doada numa alegria incontida!

 

A morte como mergulho!

Mergulho na densa plenitude

Do amor do Amor Eterno,

Que venceu todo ódio e orgulho!

 

A morte como superação!

Superação de tudo que oprime,

Libertos abraçados pela Liberdade,

A nós possível pela Ressurreição!

 

A morte como acrisolamento!

Acrisolamento de belas virtudes,

Que nos leva ao abraço eterno

Sem mais dor, pranto, luto, lamento!

 

A morte como superação!

Superação de toda finitude vivida,

Da corrupção à incorreção desejada,

Beleza desejada em plena revelação!

 

A morte como elevação!

Elevação do desejo no humano presente,

De condição mortal à imortalidade,

Aurora dos que buscam Salvação!

 

A morte como término!

Término das perturbações e intranquilidades,

Em doce paz tão ardentemente desejada,

Plenamente saboreada diante do Eterno!

 

A morte como fim da própria morte!
Fim da morte porque para imortalidade fomos criados!

Na morte do Autor e princípio da vida

Com Sua ressurreição o amor foi mais forte!

 

Após a morte a coroação!

Coroação para os que pela fé combateram,

Que no Senhor confiaram, viveram e não estremeceram.

Que fizeram de sua vida mistério de amor doação!

 

Além da morte, a certeza.

Certeza de que viver por Cristo não é em vão,

Porque a promessa um dia foi feita,

São eternos partícipes de Sua Mesa!

 

 

criado por peotacilio    23:13 — Arquivado em: Poesia, Reflexões, atividade pastoral, oração

Os benefícios da morte: haverá?

Os benefícios da morte:

Haverá?

 

O Bispo Santo Ambrósio (século IV) escreveu um belíssimo tratado sobre o benefício da morte.

Transcrevo apenas pequeno trecho para meditação,

sobre aquela que nos acompanha desde a concepção,

em caminhos trilhados movidos pela fé na sua superação, a

Ressurreição:

“… O Senhor aceitou sujeitar-Se à morte para que a culpa desaparecesse. Mas, para não ser de novo a morte o fim da natureza humana, foi Lhe dada à ressurreição dos mortos, para que pela morte se apagasse a culpa, pela ressurreição da perpétua natureza.

Por isso, a morte é a passagem de tudo. É preciso que passes continuamente; passagem da corrupção para a incorrupção,

da condição mortal à imortalidade, das perturbações para a tranquilidade. Por isso não te assuste a palavra morte, mas os benefícios da boa passagem te alegrem.

Pois, que é a morte, a não ser a sepultura dos vícios,

o despertar das virtudes?…”

Transcrição feita…

Coloquemo-nos em meditação…

Inspirado nela escrevi uma poesia que postarei oportunamente!

 

 

 

                                         

criado por peotacilio    16:03 — Arquivado em: Reflexões, oração

Em tempo de avaliação, aprendamos com as primeiras comunidades…

Em tempo de avaliação, aprendamos com as primeiras comunidades…

 

Mais um final de ano se aproxima sinalizando um tempo propício para avaliação e planejamento pastoral. Sem coragem e abertura para avaliar não teremos ousadia e sabedoria no evangelizar.

Com olhar crítico para o passado, novos tempos e frutuosos passos virão em cada amanhecer!

Avaliar é olhar para o que se fez com coragem e humildade, reconhecer os erros, aquilo que não foi tão bom, mas também alegrar-se com o que correspondeu ao esperado por Deus na evangelização.

Avaliar para corrigir, para iluminar caminhos novos! Para isto são necessários parâmetros:

O Planejamento Pastoral da Paróquia, o Plano Pastoral da Diocese que nos convida a permanecer na Cidade em atitude evangelizadora, dão, em grande parte os subsídios necessários à realização deste trabalho.

Para ilustrar uma metáfora:

A comunidade pode ser comparada a uma cadeira, com seus necessários quatro pés bons e firmes; quatro pilares que a farão mais fiel, se perseverante for, Àquele que é a sua verdadeira razão de existir: Jesus Cristo.

Impossível pensar a comunidade sem nos remetermos, incansavelmente, a Atos dos Apóstolos (2,42-47) e Lucas (4, 16-21), que nos apresentam quatro pilares para uma comunidade verdadeiramente evangelizadora:

Ensinamentos dos Apóstolos:

Formação bíblica, teológica, doutrinal, documentos da Igreja, Escola de Ministérios, subsídios diversos disponíveis, livros dos grupos de reflexão, jornal da Diocese, plano de pastoral…

Comunhão Fraterna:

É muito mais que um abraço e canto de paz na Missa ou culto dominical, é a solidariedade concreta com os empobrecidos: através das Pastorais da Saúde e da Criança, participação sindical, movimentos populares, plebiscitos populares ocasionais, fortalecimento do Grupo Fé e Cidadania, levando a sério a questão das eleições e da política, a defesa da ecologia, o amor ao Brasil (seu povo, sua cultura, sua história), a participação na construção de uma nova ordem mundial diante do idolátrico neoliberalismo e globalização excludente, fortalecimento do trabalho social da Igreja.

Eucaristia + Fração do Pão:

A celebração dominical na qual Deus se faz nosso alimento e nos fortalece pela sua Palavra. Nela celebramos nossa vida, com suas alegrias e tristezas; angustias e esperanças; na participação da construção do Reino de Deus… Que nossas Eucaristias sejam o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida.

A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia (Papa João Paulo II).

Oração: Muito mais do que uma reza sistemática, rotineira é um diálogo profundo com o Eterno, podendo acontecer de forma individual, familiar e comunitária. É colocar-se no colo de Deus, ser beijado e acariciado por Ele e, se preciso um puxão de orelha para nossa orientação… É diálogo no aparente silêncio de Deus.

O Tríduo em louvor a São Judas Tadeu foi um destes momentos memoráveis de oração, espiritualidade, como veremos nesta edição.

Que cada pastoral tenha em mente estes quatro pilares, olhando com ousadia o futuro, descortinando corajosamente novos horizontes evangelizadores!

 

 PS: Editorial para o Jornal Voz Viva - Paróquia Santo Antônio Gopoúva - Edição Novembro de 2009

criado por peotacilio    16:01 — Arquivado em: Editorial Jornal Voz Viva

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